terça-feira, 28 de julho de 2020

Lidando com minha ansiedade

Eu sempre me achei que fosse uma pessoa sem ansiedade. 
Mas quando eu falo de ansiedade eu digo essa ansiedade que é o mal que está batendo na porta de todo mundo durante essa pandemia doida.
Eu moro com uma pessoa que não consegue fazer nada sem ter mil coisas na cabeça dele mostrando os piores cenários possíveis.

Ao contrário, eu sempre fui uma pessoa animada quando as coisas estavam para acontecer.
Por exemplo, entrar de férias sempre foi sinônimo de planejamento de viagens, então eu ficava animada enquanto eu montava e escolhia tudo relacionado à proxima viagem e ficava extremamente animada quando estivesse chegando o dia de entrar de férias.

No caso de alguma situação relacionada a trabalho, por exemplo, se tivesse alguma reunião, ou entrevista de emprego ou se eu tivesse que conversar com meu chefe sobre alguma coisa séria, eu sentia nervosismo.

Como vocês podem ver, tudo isso que eu citei são formas de ansiedade, mas eu nunca enxerguei como tal, eu sempre dei outros nomes e isso me ajudava a lidar com tudo de uma forma mais tranquila.
ISSO SOU EU, TA. Era minha forma de lidar, não quer dizer que para as outras pessoas é assim ou deveria ser assim.

Porém, nos últimos tempos eu tenho me notado extremamente ansiosa (no sentido que todos usam mesmo) com tudo. 


Não sei se tem a ver necessariamente com a pandemia. No meu caso eu acho que não, que tudo só foi agravado por ela.
Esse ano era para ter sido meu ano, com muitos planos, e muita esperança para fazer acontecer, então eu já comecei o ano muito ansiosa. 
Aí veio minha viagem para o Brasil e a pandemia que tirou tudo do eixo.
Eu, como pessoa controladora que sou, me sinto muito angustiada quando as coisas demoram a acontecer, principalmente quando eu estou pronta para o que tem que vir, mas nada acontece porque não depende de mim, depende de coisas que eu não posso controlar.

É obvio que essa confusão pegou todo mundo de surpresa, mas para mim pegou de uma forma diferente (para todo mundo pegou de uma forma diferente, lógico, mas estou aqui para falar de mim, não consigo falar por outras pessoas. Se quiser me contar como pegou para você, pode comentar abaixo ou me mandar um email ou algo assim).
Eu fiquei realmente frustrada, porque depois de quase três anos segurando as barras e ficando em segundo plano, eu esperei que esse ano fosse todo meu e que eu pudesse concentrar 100% apenas em mim mesma.

Porém fiquei presa no Brasil por quatro meses e não tinha me preparado para isso (lógico que não), então não tinha levado comigo coisas que pudessem dividir meu tempo e atenção, então criei um hábito PÉSSIMO de ficar enfiada no celular o tempo todo, independente do que eu estivesse fazendo.
Se eu estivesse tomando café da manhã, assistindo uma série, um filme, ouvindo uma música... não interessa, eu estava com o telefone na mão e com a cara enfiada em rede social ou no Wapp.

Isso tudo estava aumentando ainda mais minha ansiedade e eu não conseguia produzir NADA. Eu fiquei três meses e meio (15 dias foram ótimos, foi quando eu aproveitei mesmo minhas férias) ocupando lugar no mundo e me sentindo uma inútil. Péssimo!!!

Ansiedade para mim é sentimento de que estou no mundo, mas não deveria estar porque não estou fazendo nada. Não estou produzindo, não estou contribuindo. Eu tenho 31 anos e enquanto várias pessoas nessa idade já tem suas vidas prontas, eu estou parada e ficando mais velha e sem sair do lugar. 
O que me deixa ainda pior quando eu estou vendo a realidade distorcida do que as pessoas postam em redes sociais.

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Só abrindo um parênteses aqui. 

Rede social é péssimo, porque a gente sabe que nada daquilo dali é verdade, que as pessoas selecionam o que postam, mas mesmo assim a gente fica vendo e comparando com a gente. 
Eu tenho consciência de que não é real, não encho os olhos com carros e viagens caras, eu me sinto mal de ver pessoas prontas para planejarem um filho, por exemplo, porque se elas estão nesse momento é porque as outras coisas da vida estão PELO MENOS encaminhadas. Sei que pode não ser verdade, mas é como eu vejo.

Há muitos anos que parei de seguir influenciadores que eu não consigo me sentir representada, e vídeos de comprinhas não me fazem sentir nada, na verdade me incomodam porque esse consumo exacerbado me incomoda muito.

O que me deixa ansiosa, por exemplo, é ver pessoas postando leituras atrás de leituras (eu sigo muitos perfis de leitura) e eu presa no Harry Potter (que AMOOOOO) há dois meses. 
Então aqueles perfis que postam quando estão pra baixo, que não conseguiu pegar um livro nessa semana (apesar de ser um perfil de leitura) me dá um calorzinho no coração e me fazem sentir bem.

Eu sou imigrante e só quem é imigrante sabe o que é viver essa vida perfeita sóquenão. Constantemente a gente questiona a decisão de ter saído de casa, do país e do lado das nossas famílias, e todo imigrante se vê em outros imigrantes e a gente segue muita gente que está fora também.

Eu seguia uma menina que tinha a vida "perfeita". 
Ela era linda, vivia batendo perna para cima e para baixo, tinha energia para fazer tudo na rua (isso é uma coisa que me deixa muito para baixo, é ver pessoas fazendo coisas que eu posso fazer, mas não faço porque estou sem energia para sair de casa), tirava fotos lindas e coisas assim. 
Um dia ela postou vários stories chorando de saudade de casa, do pai, da vida dela no Brasil. Dizendo que queria voltar para casa, que isso aqui não era para ela e que ela se sentia sozinha todos os dias.
Meu Deus!!!!! O quanto aquilo fez eu me sentir normal não está no gibi! Eu sentia muito o que ela sentia, mas não via outros imigrantes postando e falando sobre isso, então eu me sentia mal e ingrata o tempo todo por não valorizar e estar 100% feliz por estar aqui, afinal de contas todo mundo estava feliz e confiante da decisão, por que eu não? 
Porque ninguém está 100% feliz com nada, e ver aquela menina falando sobre isso me deu um calor no coração sem tamanho. Obrigada por isso, menina que não vou citar nome.

Para finalizar esse parênteses e voltar para o assunto do post eu, quero só dar um conselho: siga pessoas que acrescentem coisas boas à sua vida, se você assiste alguém e se sente mal ou para baixo de alguma maneira, reflita se vale a pena continuar acompanhando essa pessoa.
))))))))))))))))))))))))))))

Voltando...

Aí consegui voltar para casa e para minha vida.
Apesar de as coisas não estarem como eu queria ou como deveriam estar, eu tenho me sentindo muito bem e sinto todos os dias que eu tenho produzido bem, mesmo que não esteja trabalhando e contribuindo para o mundo necessariamente.

A primeira coisa que eu fiz e que mudou MINHA VIDA foi tirar notificação do Wapp (não tenho notificação no Instagram há séculos; para eu ver se algo aconteceu por lá eu tenho que entrar no app).
As mensagens já chegam sem vibrar o telefone e sem tocar há anos, mas eu ainda recebia aquela notificação prévia da mensagem enquanto eu fazia outras coisas. Isso me dava muita ansiedade, porque se eu estivesse lendo um email, assistindo um vídeo, conversando com alguém ou fazendo qualquer coisa, eu não conseguia mais concentrar enquanto não ia lá ler a mensagem e responder. Isso me fazia muito mal, porque eu decidia fazer uma coisa e não conseguia focar se alguém me mandasse mensagem. Era péssimo.

Aí decidi tirar esse tipo de notificação também. Agora meu Wapp mostra prévia de mensagens apenas se meu telefone está bloqueado. MELHOR COISA QUE EU FIZ.
Juro que essa coisa TÃO SIMPLES me deu uma paz de espírito imensa.

Segunda coisa foi quando decidi entrar na jornada da #conquistasdemim e foi MARAVILHOSO. 
O desafio me ensinou muita coisa e eu estou seguindo mesmo após o fim dos 21 dias e eu tenho me sentido muito bem.

Todos os dias eu acordo e tomo banho e tem sido ótimo. Eu geralmente tomava banho antes de dormir, mas tomar pela manhã tem sigo muito bom, parece que traz mais alegria, eu tenho ficado com mais energia e mais feliz.
Aí e o Kalil sentamos juntos para tomar café (é pra glorificar de pé, pessoas, porque eu e o Kalil não tomávamos café juntos não, viu. Agora estou tentando proibir aos poucos celular na mesa enquanto a gente está junto comendo. Daqui a pouco eu chego lá, fé em Deus).
Aí trabalho em alguma tarefa no dia e tenho feito alguma coisa todos os dias. Me sinto ótima quando eu finalizo.
Aí sento para tomar sol enquanto leio, escrevo ou ouço um podcast. Tem sido ótimo também e o sol tem me trazido felicidade.

Já falei disso tudo nos 21 posts da jornada, mas é que eu tenho me sentido tão feliz! O mundo não está mudando por causa disso, não estou ajudando com o desenvolvimento dele nem nada, mas eu tenho estado mais feliz, e acho que essa felicidade é ótima para o futuro e para planos que eu estou confabulando para quando as coisas começarem a se ajeitar (ajeitar no que diz respeito à minha vida e do Kalil, gente, não necessariamente com relação à pandemia, ta, porque infelizmente a gente não pode prever quando isso vai acabar e eu não vou ficar estacionada esperando isso tudo passar, e se não acabar?).

No final das contas, eu acho que o que mudou com relação a minha ansiedade e esse sentimento de inutilidade foi quando eu reconheci que eu estava sentindo isso. 
Não foi de um dia para o outro que tudo mudou. Demorei meses para reconhecer que era realmente isso e demorei mais algum tempo para traçar uma estratégia para fazer isso parar. 

Não estou vivendo a vida que eu sonhei, mas estou preparando o solo para plantar minha árvore. 
Vai dar certo desde que eu me sinta bem e disposta. Acho que no final das contas é isso que conta, a gente se sentir bem para correr atrás, porque, como diz meu pai, ninguém vai bater na minha porta oferecendo uma solução para meus problemas, se eu não levanto e não corro atrás eu perco tempo e oportunidades.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Sensibilidade e empatia - Podcast 40 Semanas

Já tem um tempo que eu tenho pensado muito sobre esse assunto e tenho buscado formas de sempre evoluir nesse aspecto da minha vida: sensibilidade e empatia.

Aí, hoje pela manhã, Flávia Cristina me mandou um áudio me OBRIGANDO a dar um gás no podcast que a gente ouve juntas porque eu parei de ouvir e ela queria comentar.

O podcast chama-se 40 semanas.


É um podcast que acompanha três mulheres grávidas ao longo das 40 semanas da gestação. Tem vários assuntos desde expectativas a violência obstétrica, e alguns temas dolosos de ouvir, como o de hoje que eu ouvi sobre o aborto e lidando com o luto. 

Os dois apresentadores (Renan Sukevicius e Melina Cardoso, MARAVILHOSOS!!!!) tiveram muito as manhas de fazer um programa tão bom. Eles chamam médicos, doulas, psicólogas, pais, família e qualquer participação especial para abordar mais profundamente sobre o assunto do episódio.

Ele é simplesmente maravilhoso e acho que todo mundo deveria ouvir, seja você mulher ou homem, que queira ter filhos ou não. 
Eu sinceramente acho que todos deveriam tirar um tempinho para entender um pouco do mundo da gravidez para você se preparar para a sua gestação/da sua esposa/namorada/mãe/amiga ou mesmo para aprender uma coisa nova, porque conhecimento nunca é demais.

E os episódios são curtos, em média 20min e dá para você ouvir enquanto lava uma vasilha depois do almoço.
Essa semana foi o último episódio, então você pode fazer uma maratona, já que está todo disponível no Spotify e você não vai precisar aguardar a próxima semana.

Como eu disse ali em cima, os dois episódios que eu ouvi hoje me tirou lágrimas e abordou um assunto muito difícil que é o aborto e o luto quando se perde um filho, seja durante a gestação ou logo após o nascimento.

Apesar de ter sido muito difícil de ouvir, eu me interesso muito por esses assuntos pesados porque nada melhor para o mundo do que eu evoluir meu lado sensível e minha empatia.

Os episódios de hoje falam sobre a tristeza e o luto em si, mas também apresenta depoimentos reais de pais que perderam seus filhos e que são obrigados a ouvir coisas absurdas das pessoas ao redor. 

O que um casal falou que me marcou, e que acho que é uma verdade para todo mundo, é que quando a gente perde alguém a gente não quer ouvir certas coisas.

O famoso "Deus sabe o que faz", "ele(a) está em um lugar melhor", "pelo menos não está sofrendo mais" são coisas que não ajudam em NADA, e não só não ajuda como atrapalha e faz com que a gente sinta muita raiva, porque a gente está em luto, se a pessoa descansou (outro clichê horroroso) ou não é irrelevante. A gente quer a pessoa de volta feliz, saudável e bem. O que gerou a morte em si faz parte do pacote da nossa tristeza. É implícito que a gente não queria que a pessoa adoecesse para começa de conversa, por exemplo. 

Eu estou colocando "a gente", porque qualquer tipo de luto é assim, quando a gente perde alguém,  ouvir que "foi melhor assim" ou qualquer variação disso faz a gente ter ÓDIO de quem falou (#nãosejaessapessoa).

Diga apenas um "eu sinto muito. Não consigo imaginar o que você está sentindo e não sei como te ajudar ou falar algo que te alivie, mas estou aqui se precisar" já é MAIS que o suficiente, afinal de contas não há nada que ninguém possa fazer para nos sentirmos melhor.

No podcast o casal também comenta que ouvir "vai passar" machuca, porque não vai passar, gente! Tem dores que não passam, tem dores que não são superáveis, tem dores que vão doer para sempre, as pessoas só aprendem a viver com elas.

Pessoas que perderam seus filhos (seja com um aborto ou após o nascimento) querem que suas dores sejam reconhecidas e validadas. 

Uma coisa que mexeu muito comigo foi a mãe falar que faz ela tem mais de um filho, porque ela tem o filho X que tem X anos, mas tem o filho Y que não nasceu ou que nasceu e faleceu logo após. A morte do filho não faz dele menos filho e quando a gente acaba com a existência daquela criança a gente magoa e machuca ainda mais a mãe.
Mas é lógico que quem dita todas essas situações é a mãe e o pai. Se eles citam o filho falecido é porque eles querem que o filho falecido seja parte do mundo e da lembrança e não caia no esquecimento. 
Uma mãe/pai que perde o filho não deixa de ser mãe/pai. 

Acho que ouvir sobre esses assuntos faz a gente pensar no outro e entender que a dor do outro não está em discussão. Nós não temos que entender, ou concordar ou mesmo opinar, a dor não é nossa. 
Mesma se a gente passe por uma situação muito similar à de fulano, não é a mesma dor, a gente não sabe como ela lida com essa situação. Nossa bagagem, nossas experiências, nossos traumas, nossa história é diferente das outras pessoas. 

Tenhamos sensibilidade em NUNCA diminuir ou questionar o outro. 
Como diz mamãe, nós nascemos com duas orelhas e uma boca porque temos que ouvir mais do que falar.

Vamos ser sensíveis com o outro. Se você não pode ajudar, para que falar isso ou aquilo se não vai ajudar?

Mamãe tem uma amiga que o filho faleceu no ano passado. Ele tinha problemas de saúde, motores e cognitivos, então ele dependia 90% da mãe e do pai (e da tia que ajudava com TUDO) para fazer certas coisas.
Mas era uma criança feliz, amada e que evoluía todos os dias. 
Aos 16 anos ele teve um problema (que não sei exatamente qual era) e faleceu.
Agora no Brasil eu me encontrei com ela e ela me contou o quanto as pessoas são SEM NOÇÃO, não há outra nominação.
Ela disse que ouviu, no VELÓRIO DO FILHO DELA, que ela devia estar aliviada já que o filho dela era problemático.
COMO ASSIM, GENTE???? Como uma pessoa tem a CORAGEM e a audácia de falar isso para a outra??????

Ela conversou com a mamãe e disse que se Deus quisesse mandar o filho dela de volta exatamente como ele era ela aceitava sem pensar. Ele era um menino lindo, era o filho dela! 

Como uma pessoa fala isso para um mãe que acabou de perder o filho?
O mundo é tão julgador e tão ruim em respeitar os sentimentos alheios, que, mesmo que ela sentisse um leve alívio LÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ no fundo, ela NUNCA se sentiria confortável em sentir isso, muito menos expressar isso em voz alta. Eu tenho certeza que ela não admitiria isso nem para ela mesma, e por que uma pessoa se colocou no lugar de externalizar uma coisa dessa?

Esse post grande foi apenas para falar duas coisas:
1- ouça esse podcast. Mesmo que você não tenha filhos e não queira tê-los, ouça para aprender a respeitar mais as mulheres (grávidas ou não). É um momento tão complexo e que vale muito a pena que você pare uns minutinhos do seu dia para entender mais o processo e ver o quão maravilhoso é o corpo humano.
2- exercite seu lado humano, sensível e empático. A gente tem que buscar melhorar esse lado, porque a vida já é muito difícil para ser ainda mais maximizada com erros que poderiam ser evitados com a gente se colocando no lugar do outro, respeitando o sentimento do outro ou simplesmente se calando.

O mundo precisa mais disso, pessoas que me leem. Eu busco evoluir todos os dias o meu lado empático e acho que você deveria também. Porque empatia nunca é demais.





domingo, 26 de julho de 2020

Dia 21 - #conquistasdemim - Fim!

E hoje é o último dia dessa jornada. Foi muito divertido de participar e esperar pelos email todas as manhãs. Flavinha e eu conversávamos todos os dias sobre isso e confabulávamos como iríamos cumprir a tarefa. Foi bem divertido.

Obrigada, Amiga, por participar dessa jornada junto comigo. Como sempre minha parceira!

No final dos 21 dias eu não consegui necessariamente fazer tudo o que eu tinha me proposto, mas fiquei satisfeita com o resultado.



O que eu fiquei frustrada, como vocês podem ver no meu rastreador de hábitos, é que não consegui correr nenhum dia (vou ser sincera e falar que não tentei, ta) e que não consegui ler Harry Potter todos os dias.
As outras coisas que eu me propus a fazer eu fiquei satisfeita. Não cumpri todos os dias, mas meu quadro ficou bem colorido, o que me deixou feliz.

Como eu disse no post anterior, eu vou manter o rastreador de hábitos com certeza. Eu achei uma forma ÓTIMA, simples e prática de manter uma certa rotina.
Outra coisa que eu vou manter é minha lista de despejo. 
Essas duas "ferramentas" eu vou montar hoje mesmo para as próximas três semanas. Eu acho que de 21 em 21 dias é uma forma interessante de eu ver um resultado e uma mudança.

Para meu rastreador de hábitos, eu vou mudar o quadro.

* Não vou colocar meditação, porque eu gosto de meditar em momentos específicos e não creio incluí-la como tarefa terá o efeito que eu desejo. Prefiro fazer de acordo com necessidade.
*Gravar vídeo eu acho que gosto da ideia de manter, porque estou adorando fazer. Mas vou colocar como dois itens ao invés de um só e controlando nível: um será para gravar vídeo e outro para editar vídeo.
* Escrever eu COM CERTEZA vou manter. Agora que a jornada acabou, eu vou parar de fazer a contagem da #conquistasdemim e vou começar a escrever o que eu quero. 
Quando eu e o Kalil nos casamos, nossos padrinhos ganharam um Mini Mini Guia de Toronto que eu escrevi e o Kalil fez a arte da capa. O Thompson, um dos nossos padrinhos, disse que achou o guia na casa dele e eu pensei em fazer um Mini Mini Guia Edição Atualizada, então vou começar a trabalhar nisso. 


* Máximo de 45 minutos no Instagram eu acho que não vou manter no rastreador de hábitos, apesar de que vou manter o meu controle. Às vezes eu fico mais de 45, mas em regra vou respeitar, acho que foi uma boa desintoxicação nos últimos dias. Caso eu veja que meu vício voltou, eu volto a incluir no rastreador.
* Apesar de eu não ter cumprido o item de leitura do Harry Potter, eu quero manter para ver se isso me dá vergonha na cara e eu me force a ler. Lembrando que eu sempre tenho outra(s) leitura(s) concomitante(s). Meu problema está sendo Harry Potter mesmo (absurdo, eu sei).
* Dançar e correr eu não vou colocar não. Acho que dançar tem que ser uma coisa que eu faço porque eu quero e não porque eu sou obrigada. E correr é ÓBVIO que vai sair porque me falta animação. Talvez um dia eu coloque um exercício físico, mas correr e por agora não vai ser.

Uma ideia que eu tive seria incluir um item chamado TAREFA. Todos os dias eu tenho que realizar uma tarefa, seja ela qual for, bom que todos os dias eu consigo ser o mínimo produtiva.
E para finalizar, acho que vou criar uma lista de tarefa E uma de desejos com coisas que não são obrigatórias mas que eu quero fazer, como, por exemplo, andar de bicicleta. Ontem descobrimos uma loja de aluguel de bicicleta aqui perto de casa. Estou super animada para pedalar aqui perto. Temos uma pista imensa de bicicleta no lago que a gente nunca usufruiu. Essa semana quero ir sozinha, bom que conheço lugares mais distantes daqui de casa, tenho  material para vídeos (cofcofcof) e me exercito.

Então é isso. Adorei passar esses 21 dias nessa jornada! Acho que me mostrou coisas ótimas!

Para você que leu todo esse tempo, obrigada, prometo que vou continuar a escrever, mas agora sobre outros assuntos.

Beijos e até a próxima.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Dia 20 - #conquistasdemim - O que descobri sobre mim

Bom dia, sexta-feira!!!!

Hoje o dia acordou mais feliz apesar de nada de especial ter acontecido. Tudo bem que o dia está mais bonito lá fora do que nos últimos dias, mas não sei se é só isso ou se algo mais. 

De qualquer forma, eu gosto de sextas-feiras, mesmo que eu não esteja trabalhando, alguma coisa nas sexta-feira as deixa mais bonitas que outros dias. 
Sempre fui mais fã da sexta que do sábado, por exemplo. Acho que é porque a espera pelo sábado me deixa feliz ahhahaha e trabalhar sabendo que o dia seguinte não tem trabalho me deixa muito feliz, mais do que aproveitar o próprio sábado. Faz sentido? 
Pra mim super faz. Mamãe sempre me ensinou que a gente deve aproveitar a espera sempre, que às vezes ela é melhor que viver o que a gente está realmente esperando, e por isso eu sempre tento aproveitar e reconhecer conscientemente que daqui a pouco o que eu quero vai acontecer. 
Não sei se consegui explicar hahaha

Vamos então ao que interessa.
A tarefa do dia da jornada eu achei bem interessante apesar de o email com as instruções falar que ela não era interessante nem reflexiva.

Hoje é o penúltimo dia da jornada e nos foi pedido que a gente liste coisas que descobrimos sobre nós durante a jornada.

* Eu consegui entender que funciono melhor quando anoto as coisas e coloco elas à vista para que eu possa acompanhar visualmente o que eu tenho que fazer e o que foi feito.
* Consegui ver também que eu sou muito otimista, que sempre acho que vou ter ânimo de seguir uma rotina muito grande quando eu crio essa rotina nos dias que eu estou bem.
* Percebi que nos dias que eu não acordo bem, eu posso fazer alguma coisa para meu dia melhorar e no final eu posso ter sido mais produtiva do que eu tinha esperado quando acordei.
* Descobri que, ao contrário do que sempre pensei, eu sou mais produtiva pela manhã.
* Entendi que eu tenho que respeitar meus sentimentos e ânimos (ou a falta deles), porque o simples fato de respeitá-los já muda minha forma de lidar com eles. Se eu reconheço e aceito, por algum motivo eles vão indo embora aos poucos.
* Conseguir ver CLARAMENTE que os dias de sol são meus dias mais felizes e que eu fico com energia e alegria para fazer coisas.
* Percebi que gosto de fazer tarefas de casa e que manter a casa organizada me faz ficar mais tranquila e confortável. É como uma felicidade genuína. Eu olho ao redor e me sinto bem.
* Descobri que planejamento é a melhor forma de conseguir fazer uma coisa que a gente tem que fazer, mesmo não querendo. E que se a gente trabalha nossa cabeça para aceitar certas coisas e coloca no papel cada passo e vai riscando o cumprimento, no final a gente consegue fazer o que a gente precisa e nem sempre queria (isso é uma coisa muito específica que estou pensando, mas não estou pronta para falar sobre. É um plano para o futuro que estou trabalhando minha cabeça para fazer).
* Percebi que a Rotina Diária é algo que não funciona comigo. Meus dias são ditados pelo meu humor e pela minha energia, então se eu estou bem eu ligo música no café da manhã, mas tem dias que eu não quero, então para que traçar uma rotina se ela vai ser determinada pelo meu estado de espírito?

Eu creio que vou manter o rastreador de hábitos mesmo depois do fim da jornada. Eu achei  maravilhoso ver o que eu consigo e o que eu não consigo fazer. Amei fazer uma lista de coisas que tenho/preciso fazer e colocar em um lugar que eu possa ver. Ir riscando é uma das coisas mais prazerosas que tem.

Amei essa experiência e vou manter muita coisa. Foi gostoso principalmente ter essa companhia nesses dias. Quando tudo começou eu estava no meio da minha quarentena e foi muito bom ter sempre um email pela manhã com orientações para eu fazer coisas.

Amanhã é o último dia, vamos ver como fecharemos essa jornada.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Dia 19 - #conquistasdemim - Meditação

Eu sou uma excelente aluna, lembra?
Pois é! 

A tarefa de hoje é MEDITAR hahahahah

Mas vou admitir que não tenho meditado todos os dias.
Meditação, para mim, é bom para quando eu preciso desestressar ou me acalmar ou ajuda para tirar algo específico da cabeça.
Eu estou bem tranquila ultimamente, e, apesar de uns estresses específicos nos últimos dias, não tenho sentido necessidade, e tentar meditar quando eu não preciso para mim é sinônimo de incômodo, não é algo que eu faça só por fazer.

Então não tenho feito nos últimos dias.

Não tenho muito o que falar hoje, pessoas. O dia está meio desanimado igual estava ontem, mas hoje tem um leve sol no meio de nuvens, então estou aqui sentada e aproveitando para absorver vitamina D.
Mas não estou sentindo energia, só um desânimo mesmo. Não sei exatamente o motivo, acho que é só porque alguns dias a gente acorda sem energia mesmo.

Para não ficar aqui escrevendo nadas, vou finalizar, viu!
Beijo!

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Dia 18 - #conquistasdemim - Cuidar de mim

A tarefa da jornada hoje é cuidar de mim. 
O objetivo é que eu tire sempre um dia da semana para focar em mim.

Antes mesmo de eu ler do que se tratava a tarefa, eu já tinha levantado, tomado banho e lavado  meu cabelo. Lembra que eu falei que adoro lavar cabelo pela manhã?

Mas acho que hoje vou cuidar de mim então estou me permitindo aceitar que estou sem energia e animação de fazer coisas e produzir.

Ontem eu fui super produtiva e passei o dia fazendo mil coisas.
Eu troquei a roupa de cama, toalhas de rosto e de banho e lavei tudo, lavei a capa das almofadas do sofá, lavei umas blusas minhas que estavam com cheiro de guardado, lavei as cobertas do sofá, limpei riscos na parede, depilei meu buço, fiz cookies (que coisa linda, gente, fiz cookie! Eu pensei que ia dar errado, mas deu super certo e eu fiquei super feliz. Vou tentar fazer um vídeo da próxima vez e deixo o link aqui para quem quiser acompanhar e tentar fazer em casa), decidi o presente de um ano da Duda.
Muita coisa, gente! 
Mas hoje eu estou meio desanimada.
Porém já fui para a rua resolver umas pendências e já voltei. 
Inclusive eu gosto de ficar em casa sem pijama durante o dia, mas cheguei da rua e já botei uma calça bem confortável, porque acho que vou me entregar à preguiça e ficar tranquila.

Coincidentemente, o dia hoje amanhaceu sem sol e com cara de que vai ficar assim.
Quem sabe amanhã não seja um dia mais feliz e animado (com sol), ne!



terça-feira, 21 de julho de 2020

Dia 17 - #conquistasdemim - Descanso de qualidade

Quando eu li o email de hoje e descobri que a tarefa do dia era para criar um dia de descanso perfeito  e eu confesso que achei a tarefa meio meh para o momento que eu estou vivendo.

Estou desde março em modo descanso, não tenho feito necessariamente coisas que deixam cansada, apesar de não estar no momento mais feliz da minha vida (ninguém está. O momento hoje é de incertezas, ansiedade e cansaço mental).

Aí comentei com a Flavinha e ela disse que não era possível que eu não conseguia pensar em nada.

Fui tomar café da manhã com o Kalil e comecei a conversar com ele sobre isso e acho que consegui pensar em um sábado feliz e tranquilo, que seria sinônimo de descanso físico e principalmente mental.

Inicialmente o meu dia se resumiria em eu não fazer nada e o Kalil se ocupar em me servir, mas ele não gostou da ideia hahahahahaha

Então eu cheguei ao seguinte sábado perfeito.

Acordar sem despertador e ir lavar meu cabelo (eu amo lavar o cabelo assim que eu acordo).
Sairíamos para tomar café da manhã fora, poderia ser um simples Tim Hortons ou poderia ser um brunch bem servido (não sou exigente com o que me faria feliz).
Andaríamos sem compromisso até mais ou menos o horário do almoço, quando encontraríamos um lugar bem gostoso para parar e almoçar.
Voltamos para casa e eu ia ler ouvindo música no sofá, o que poderia resultar em um cochilo despretencioso e tranquilo.
Kalil me acordaria mais ou menos no horário de lanchar/jantar (comida pronta, lógico, eu não faria nada, só comeria). 
Depois ficaria assistindo filme ou série na tv feliz com minha preguiça.

Ai, acho que fiquei até com vontade de fazer isso, viu! 

A segunda parte da tarefa consiste em escrever como me sinto depois de um dia assim e se realmente consigo me desconectar.
Gente, se você não me conhece não sabe que trabalho me estressa, coisas de casa me estressam, em geral tudo me estressa, mas eu consigo me desconectar de tudo isso se eu quiser.
Se eu planejo que nesse sábado eu vou ter meu dia de descanso, nada dessas coisas me incomodam, eu acordo com amnésia e esqueço tudo o que me estressou na semana.
Trabalho principalmente é muito difícil eu levar preocupação para casa. Acho que não consigo me lembrar quando eu fiz isso. Assim que bato meu cartão de saída, meus problemas ficam lá até o próximo dia útil. Isso é uma coisa que SEMPRE fiz e que é ótimo para meu estado mental. 

No final de um dia assim eu me sinto revigorada e calma. É um dia que eu consigo ficar genuinamente feliz e pronta para a semana ou para resolver o que vier nos próximos dias.

Como vocês podem ver, meu dia de descanso ideal é muito simples e eu poderia facilmente cumpri-lo todos os sábados, mas o gostoso é transformar esses dias em especiais e fazê-los só de vem em quando.

Eu e Kalil temos uma tradição de ir em um brunch aqui do lado de casa todo ano novo. Foi algo meio que inconsciente, mas quando demos por nós estávamos indo lá sempre na virada do ano.
Já fomos outras duas vezes, mas também em momentos de comemoração (no aniversário do Nê e quando a Flavinha veio nos visitar).
Ter esses lugares especiais fazem a gente voltar em momentos felizes, adoro isso.

Então acho que é isso. Meu dia de descanso ideal é assim facinho e simples =D