terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Retrospectiva 2020

Pensei em fazer um post bem legal de retrospectiva de 2020 com fotos de cada mês para lembrar como, no final das contas, tive momentos legais, e, como eu sou eu, vou escrever também porque eu não consigo não falar (post de foto vira texto, áudio de Wapp vira podcast e conversa de qualquer tipo dura três horas porque eu amo conversar).

Não estou romantizando e dizendo que foi um ano que eu cresci, evoluí e toda essa merda, o objetivo é apenas lembrar que em um ano horroroso coisas legais aconteceram também.

JANEIRO
No início do ano eu estava super animada para 2020 e tinha muitas esperanças que seria meu ano, mas já no dia 02, primeiro dia útil do ano e meu primeiro dia na loja nova (a anterior - Queen St. - tinha fechado e eu fui transferida para Yorkdale), eu já levei um tapa na cara e eu devia ter sacado que era um presságio do ano maravilhoso que seria 2020 (alerta ironia aqui).

Pegando transporte público para ir trabalhar pela primeira vez desde que chegamos aqui.

Mas por outro lado, foi em janeiro que eu li Harry Potter em inglês pela primeira vez. Eu tinha colocado nas metas para o ano que leria todos os Harry Potter em inglês (spoiler, não consegui) e foi em janeiro que eu li A Pedra Filosofal. Pode parecer besteira, mas eu fiquei realmente feliz e orgulhosa de mim.


FEVEREIRO
Em fevereiro eu estava vivendo meus dias em contagem regressiva para ir pro Brasil e eu estava gravando toda essa ansiedade em vídeo. Essa foto eu tirei em um dos últimos dias de trabalho antes de entrar de férias. Estava nevando e eu estava MUITO animada (pela aproximação das férias e pela neve, apesar de que eu tenho quase certeza que foi essa neve desse exato dia que me deixou gripada - gripe e não Covid, ta).

MARÇO
Março foi o mês do Brasil e, apesar de eu ter ficado quatro meses por lá, foi o mês que teoricamente ainda não tinha pandemia (ênfase no TEORICAMENTE), então foi quando ainda encontrávamos e os encontros eram todos leves e felizes, sem necessidade de máscara e de distanciamento social ou qualquer tipo de tensão. Provavelmente a primeira quinzena de março foi a fase mais feliz do meu 2020.

Essa foto foi tirada assim que cheguei no aeroporto de BH. Cheguei pensando que os dois estariam aos prantos de felicidade com minha chegada, mas estavam sentados serenos no banco esperando eu sair do portão. Clássico caso de expectativa X realidade.

Primeira vez que conheci a casa da Carine depois da reforma. Eu já tinha visto por vídeo inúmeras vezes, mas entrar na casa deles foi muito gostoso. E esse foi o dia que eu pude pegar a Duda no colo pela primeira vez. Quando eu cheguei na casa deles, o Thor começou a latir horrores e a Sônia estava com a Duda no colo na porta olhando para fora. A Duda arregalou os olhos como quem diz "Quem é essa????". Eu fiquei parada uns vinte segundos e ela abriu aquele sorrisão banguela lindo pra mim. Peguei ela no colo e foi o momento de maior amor em 2020.

Primeiro encontro com minhas meninas.
Esse dia tem um dos vídeos mais emocionantes da minha vida que é minha chegada de surpresa. A Thau gritou TÃO alto e tão desesperada que o vizinho dela apareceu na janela com medo de alguém estar morrendo. A Carine gravou esse momento, foi PERFEITO. As meninas foram saindo uma por uma e me vendo e tendo as reações individualmente.
Esse dia foi MUITO maravilhoso. Teve MUITA cerveja, dança, risadas, choro (meu, obvio). Saí de lá EMBREAGADA como não ficava há anos. Dia PERFEITO sem defeitos.

Batizado da Duda. Foi um dia muito especial e que eu fiquei MUITO nervosa, mas foi tão lindo e nunca vou me esquecer da sensação de ter a Duda nos braços quase dormindo. Meus olhos encheram de lágrimas de emoção olhando pra ela relaxada nos meus braços e fechando os olhos. Sensação indescritível.
E a festinha de comemoração depois foi muito gostosa. Que sensação feliz de estar com a família num momento tão tranquilo e cheio de muito amor.

Encontro com minha panela (Mark não foi e eu já fiquei puta, já achei que não ia perdoar, mas já perdoei).  A gente pode ficar sem se falar, mas quando a gente se encontra é como se a gente nunca tivesse ficado um dia distante. Depois da minha viagem para o Brasil, hoje me sinto muito mais próxima das minhas meninas.

Aiiii, chegar na casa dessa insuportável de surpresa também foi um momento tão gostoso! Conhecer a Laura de perto, mesmo que eu não tenha tido tempo de dar muitos beijos nela foi especial. Paulinha é uma pessoa que se aproximou DEMAIS de mim depois que eu vim para cá, e ter tido a oportunidade de ir visitá-la foi uma delícia.

Eita dia LONGO, não no mau sentido, ao contrário, no excelente sentido. Nunca pensei que um encontro com essas pessoas fosse ser tão pesado e leve ao mesmo tempo. Cheguei na casa do Pato às sete da noite e saí de lá depois que o dia nasceu, quando eu cheguei em casa o sol já estava quente! A gente conversou MUITO, depois de três anos longe, a gente tinha muito papo para colocar em dia, porque muita coisa rolou nesse meio tempo. E também tivemos chance de conversar sobre assuntos que nunca foram conversados antes, temas pesados, temas engraçados e temas leves. Foi um dia LINDO, mas MUITO intenso!

Encontro com a sogrinha e o sogrinho não podia ser diferente de comida MARAVILHOSA. Passei a tarde com eles e a gente chegou a combinar outro encontro, mas o destino não permitiu (kkkkrying).

Eu tomei MUITO sol nos quatro meses que fiquei no Brasil, foi muito gostoso ficar suando estirada no quintal. Cheguei aqui em casa PRETA (já estou com saudade da minha cor do pecado).

Um dos grandes presentes que 2020 me deu foi o Marco, mas a gente não conseguiu se encontrar, e como eu quis trazer ele aqui nesse post como momento importante, vou colocar nossa primeira conversa no Wapp que foi sobre o BBB (que foi esse ano e parece que faz mil anos que aconteceu).

ABRIL
Bom, abril foi um mês TENSO. Na verdade março foi o mês mais tenso e abril foi a parte dois do mês de março, porque foi quando eu descobri que não ia voltar para casa tão cedo e não tinha muita expectativa, mas como março foi um mês lindo (primeira quinzena), vamos dizer que abril foi o pior.
Minha passagem foi cancelada um milhão de vezes no decorrer dos próximos meses, mas tive momentos legais.

(Eu passei muito tempo com a Duda, mas não vou postar foto dela aqui porque não quero foto da minha princesa assim na internet).

Apesar de ter sido um tempo complicado para nós três convivermos juntos depois de três anos morando apart (com o agravante de estarmos em isolamento), tivemos momentos bons também e o dia dessa foto foi um deles.

Esse dia específico foi MUITO especial. Desde o primeiro dia que eu cheguei no Brasil que esse quebra cabeça estava meio montado em cima da cômoda do papai, mas ele não terminava, aí eu estava montando ele aos poucos sozinha. Nesse dia a mamãe pegou ele e colocou na mesa e nós três nos sentamos para montar juntos. Quando a gente terminou, estava faltando uma peça e a gente começou a procurar já achando graça e sem acreditar que não íamos conseguir terminar. Papai foi no quarto dele e olhou emabaixo da cômoda, atrás da porta, e eu no sofá (onde eu estava montando) olhando entre as almofadas, embaixo do tapete, quando de repente a mamãe dá um berro na cozinha e começa a rir que achou a peça embaixo da mesa. A gente gritou, riu, se abraçou como se tivesse ganhado na loteria. Foi muito bom (saudades).

Depois de quase um mês enfurnadas dentro de casa (cada uma na sua casa) a gente decidiu se encontrar e tomar uma cerveja. Foi a primeira vez que saí de casa depois do isolamento e tenho que confessar que foi levemente estranho, porque ficamos realmente no distanciamento, ela em um sofá, eu no outro, cada uma com um ventilador para si, bowl de snack individual e sem contato físico algum. Foi estranho, mas minha saúde mental e ansiedade que começou a aparecer na minha vida nesse ano foram amenizadas por esse encontro.

Umas três semanas depois do encontro anterior decidimos nos encontrar novamente. E esse foi tranquilo e nos transportou para os 16 anos em que seis latas de cerveja para cada nos fez ficar MUITO bêbadas, cantar, dançar até o chão, rir horrores, mandar mensagem pros outros e nos pegarem com a boca na botija, mas que nos fez descobrir que tudo não passava de uma ilusão. 
"Eu só queria ser normal/Mas eu não sou".

MAIO

Em maio o André começou a ficar mais tranquilo de eu ir pra casa deles, então toda semana eu estava lá. A gente tomava cerveja ou vinho e ficava comendo queijo e churrasco. Posso falar que eu nunca estive tão próxima da Carine quanto nessa viagem que fiz ao Brasil. Nós sempre fomos próximas estilo irmãs, mas nunca tão próximas como amigas assim. Eu não achava ser possível amá-la mais do que já amava, mas eu estava enganada. Ficar bêbada com ela todo fim de semana nos aproximou demais!

Assim como todos os encontros com a Carine em 2020, esse nós dançamos a música da Manu Gavassi (que é cantada pela Dualipa kkkk) e temos em vídeo. Na verdade, eu tenho uns dezoito vídeos de nós dançando essa música em dias diferentes. 
Quero deixar claro também, que pela primeira vez na vida eu sentei e conversei com o André e me senti próxima a ele (não apenas nesse dia, mas em todos os encontros no Brasil). No passado não tive essa oportunidade, mas indo pra casa dele toda semana é inevitável que a gente conversasse muito e que pude conhecê-lo muito mais. Antes era marido da minha irmã, hoje em dia é minha família.

Esse foi o fim de semana do dia das mães e Jesus! Que fim de semana que eu quero ignorar o domingo, mas lembro com carinho do sábado que foi muito gostoso, a família toda junta e tranquila.

Nossa, Nicole, foto de unha?
Sim, foto de unha, porque eu estava apaixonada pelas minhas unhas no Brasil. Estavam MARAVILHOSAS e eu sinto falta delas todos os dias. 
E não reclama de ver essa foto aqui não, tá pegando o boi que vou postar só essa, porque eu tenho um MONTE.

Esse encontro foi de boa e não teve bunda no chão nem Evidências aos berros.

JUNHO

Tirando o fato de minha cara estar super inchada, esse dia foi muito gostoso. Fiquei com muito medo de ir visitar a Quel no meio de uma pandemia, mas acabei indo e passei um dia delicioso com ela, Lis e Leo. Conversamos muito, rimos, ela me contou diversas coisas sobre a vida dela, a Lis também conversou muito comigo e eu realmente não acredito que peguei essa menina no colo quando ela era um bebê de perninas grossas e bochecha grande (virei a tia que fala "te peguei no colo!"). Que dia lindo e gostoso.

Pensa num dia que eu estava PÉSSIMA já completando três meses presa no Brasil e essa bunda grande de fralda e esse pé preto vai lá em casa nos visitar. Meu dia mudou e virou um dia lindo!!!!

Esse dia em especial foi um dos dias que mais ri em toda minha estadia no Brasil. A gente estava bebendo desde cedo e conversando e estávamos num clima muito gostoso e agradável. Tenho vários vídeos de a gente rindo HORRORES como se o mundo fosse bom e não estivesse acabando. 
André, meu filho, obrigada pelo sanduíche, se não fosse por ele acho que eu tinha morrido de ressaca no dia seguinte.

Todos os dois encontros com esse casal maravilhoso foi ótimo e intenso (apesar que no primeiro a Lê desistiu e foi dormir por volta da meia noite e deixou a gente destruindo o ape dela). Nesse dia estávamos só nós três e mais uma vez parecia que eu tinha me mudado pra casa deles, porque saí de lá de novo depois das cinco da manhã. Teve risada, choradeira (da minha parte, ne, porque não teve um encontro que eu não chorei), teve conversa política, teve DR, teve planejamento de viagem de Motorhome, teve várias garrafas de vinho e teve um tombo enorme meu que provavelmente o vizinho debaixo achou que uma geladeira caiu no apartamento de cima de tanto que o barulho foi estridente. Mas como a gente bebeu DEMAIS, no dia seguinte eu tava com um roxo enorme no quadril e uma dor imensa e eu não lembrava o motivo, até que do nada me veio uma luz e eu lembrei da vergonha que eu passei no dia anterior.
Sem contar que fiquei presa no cinto de segurança do Uber e demorei mais de dez minutos (embreagada) tentando me desvencilhar. Pensei que ia ter que pedir ajuda do motorista para me tirar do banco de trás (mas não precisei).

Que fim de semana revigorante com direito a vídeo, risadas, Sandy e Junior, bunda pra cima e no chão, muitas fotos e notícias lindas que deixaram o ano de 2020 possível de se ter esperança. 

Foi em junho que eu finalmente consegui ir embora do Brasil e eu recebi surpresas que me tiraram lágrimas dos olhos igual três anos antes. 
No dia anterior de eu voltar para casa, eu fui pra casa da Carine para me despedir deles e a Luh me liga dizendo que estava na porta para me dar um presente de despedida. OLHA QUE COISA MAIS LINDA!!!!!! Fiquei muito feliz com a surpresa! Foi muito inesperado.

As meninas me mandaram uma cesta de festa junina cheio de coisa gostosa dentro e eu não estava esperando!! Sentei no quarto para abrí-la e ler a carta que as meninas escreveram e fiquei aos prantos. Chorei MUITO. Me senti amada de um jeito muito especial. 

Alguns minutos depois, a Paulinha apareceu lá em casa com coisas gostosas e um Mate Couro pra nós tomarmos de café da manhã no dia seguinte antes de papai e mamãe me levarem para o aeroporto. Chorei muito também, foi lindo ela ter ido lá em casa. 
Sim, estamos de máscara mas assumimos o risco e nos abraçamos.

Aí do nada eu ouço um buzinaço e uma gritaria na rua. Quando eu olho na janela é a Ju e a Leide com dois balões pra fora do carro, elas também foram lá em casa se despedir de mim. Lá vai eu crying my eyes out de novo. Que emoção que foi essa surpresa, sério. NUNCA imaginaria. Elas chegaram falando: "você acha que ia embora sem se despedir de nós?".

Eu me sinto muito amada pelos amigos que eu tenho. Tenho muita sorte por tê-los na minha vida. Acho que eles não tem noção do quanto eu os valorizo e o quanto sou grata por eles.

Pra quem não acredita que eu já fui para a Europa, aqui está a prova, nem que eu tenha apenas passado pelo aeroporto, eu botei o pé na Alemanha sim! Eu fico muito feliz de ter essa foto e de lembrar a sensação de passar 30 horas no trajeto até em casa depois de tantas incertezas de quando e se um dia eu ia conseguir voltar pra Toronto.

Quatro meses, uma imigração que me fez chorar e o atraso do marido (novidade) depois, a gente finalmente conseguiu se reencontrar.

A última foto de junho é só para mostrar o quanto Brasil e Canadá são diferentes. Na esquerda uma pessoa que tem contato com o sol diariamente e na direita uma pessoa que fica sem contato com o sol por uns oito meses todo ano.

JULHO
Esse foi o primeiro dia de sol depois da quarentena que tivemos que fazer quando voltei do Brasil. Eu passei o dia todo sozinha na rua andando e fazendo mil vídeos pro meu canal. Peguei muito sol e cheguei em casa PRETA e toda ardendo. O dia estava quente e maravilhoso. Foi muito gostoso!

Realizei o sonho de andar de bicicleta na Toronto Island e foi tudo que eu sempre sonhei. Esse dia foi PERFEITO. O dia estava lindo e ensolarado. Nos divertimos muito e pra finalizar ainda paramos em um bar e tomamos uma cerveja e comemos tacos no patio com vista para o lago. 
Os dias de verão são praticamente garantia de serem ótimos e esse não foi exceção.

AGOSTO


Em agosto decidimos nos mudar e conseguimos achar o apê perfeito para nós depois de muito estresse. No final das contas, essa é a única foto que tenho do mês e que vai sempre me trazer a sensação de alívio e lar.

SETEMBRO

Antes de vir para o Canadá eu sempre me imaginava passando num mercado depois do trabalho, comprando flores naturais e trazendo para casa. Em downtown era muito caro então eu nunca fiz isso. Morando no bairro novo, que é residencial, flores são acessíveis e nesse dia eu realizei esse grande desejo. O momento de voltar pra casa com flores frescas para casa num dia de céu azul e sol quente foi um dos momentos especiais de 2020 para mim.

Pensa num fim de semana GOSTOSO. Fomos para um cottage comemorar o niver da Cath e ficamos três dias e duas noites lá. Foi MUITO agradável. A gente fez churrasco, tomou cerveja, jogamos BG, comemos bolo, conversamos, espairecemos e valeu super a pena conviver com mosquitos por três dias.

Por um curto tempo de quatro semanas, entre um lockdown e outro, a academia do prédio abriu com horário marcado, e eu e o Kalil nos aventuramos. Ele ama academia, e eu sempre odiei, mas resolvi tentar. Em um ano que todo mundo fica nesse saco de autoconhecimento e blablabla eu posso dizer que descobri em mim uma pessoa que gosta de academia. Não sei se é porque a academia era só nossa, mas eu AMEI malhar. Bom, não é para tanto, acho que o legal era a sensação pós academia de ter me comprometido e cumprido. A gente ia três vezes na semana por uma hora e eu tenho um orgulho enorme de dizer que eu não faltei NEM UMA VEZ, inclusive no dia que o Kalil não foi porque apareceu uma reunião exatamente no horário que a gente tinha bookado a academia, eu fui sozinha e fiz tudo que precisava. Fiquei feliz, pena que durou pouco.

Em setembro eu praticamente morei na varanda. Eu aproveitei TODOS OS DIAS DE SOL. Os dias que eu ficava dentro de casa eram os dias de chuva, porque tirando esses eu estava plantada na varanda. 

OUTUBRO

Fomos ver as cores do fall num dia muito agradável com Catalis e Zelda. O lugar estava mais cheio do que gostaríamos, mas nos divertimos muito e vimos as folhas lindas da melhor estação do ano.

Eu e Flavinha fizemos uma ligação por vídeo enquanto tomávamos cerveja e durou apenas oito horas. Eita dia que falamos, meu Deus.

No meu aniversário de 2019, Catalis me deram de presente um quebra-cabeça de 2mil peças e só em outubro desse ano que resolvi montar. Eu demorei literalmente um mês, mas eu AMEI cada segundo e me diverti muito com minha companhia e muito podcast. Foram horas muito agradáveis e apesar de ser programa de gente velha, eu AMO (e já montei outros dois de mil peças e comprei outro de 2mil que está para chegar na primeira semana de janeiro).

Duas fotos da comemoração do nosso aniversário. Esse dia foi especialmente agradável. Nós rimos, conversamos e nos divertimos de verdade. Posso dizer que foi um dos encontros mais gostosos que tivemos nos últimos tempos. Eu me senti especialmente feliz por estar comemorando meu aniversário com eles num ano como 2020 (e comendo salgado brasileiro).

NOVEMBRO

Assim como todo pandêmico, nesse ano estranho eu também fiz pão. E posso falar que estava muito gostoso e eu fiquei muito orgulhosa do meu feito.


Novamente, assim como todo pandêmico, eu também me tornei alcoólatra. 
Tá, exagero, até porque eu posso parar de beber na hora que eu quiser (turuntiiiii - onomatopeia indicativa de piada), mas como eu não tenho muito o que fazer desempregada numa pandemia , tomei gosto pelo vinho e tomo pelo menos uma garrafa sozinha por semana (por semana, não por dia, então está de boa ainda, ne). Tenho muita foto de taça, mas vou colocar só essa aqui mesmo.

Primeira neve da estação e no apartamento novo. Amei cada segundo vendo minha vista nova toda branquinha.

DEZEMBRO

Um dos pontos altos do ano foi definitivamente mudar para esse apartamento. Eu pensei que sentiria falta do centro, mas eu AMO tanto morar aqui, nossa vista e essas janelas me trazem paz! Sou muito feliz nesse ape e me senti em casa desde o primeiro minuto.

Todo ano eu tento comprar um ornamento novo de Natal e esse ano achamos esse PERFEITO para o ano ótimo que tivemos (alerta ironia de novo. Eu tenho que explicar porque vai que alguém acha que eu estou falando sério).

E no dia 21, nosso pequeno chegou me fazendo chorar de emoção exatamente no dia que eu descobri que talvez eu estive exposta ao Covid (ps. não estive). Be chegou e é o menino mais lindo desse mundo. A chegada dele trouxe um respiro de amor e esperança, o mundo não é um lugar tão ruim assim.

E nosso Natal foi lindo!
Eu fiz pão de manhã enquanto ouvia música, a tarde Kalil fez nosso jantar e às seis e meia nós ceiamos assistindo Anime e foi muito gostoso e leve. Eu AMEI nosso Natal apesar de ter sido simples e estarmos só nós dois.


Quando olho para trás eu vejo quanta coisa boa eu vivi esse ano, mas não vou ser hipócrita aqui e dizer que no final tudo valeu a pena, porque, apesar de eu não aceitar cancelar o ano de 2020, eu acho que foi mais pesado e exaustivo que o necessário.

Assim como todos os anos, vivemos coisas boas e coisas ruins, mas as coisas ruins foram muito intensas e a frustração de tanta coisa ter dado errado me causaram muita ansiedade. 

Eu fico pensando se eu dramatizei o ano ou se foi essa merda toda mesmo. Daqui uns anos, quando tudo passar (Nicole otimista aqui de novo esperando que um dia tudo isso passe), tavez eu olhe para trás e veja que não foi tão ruim assim, ou talvez eu realmente veja que foi MUITO ruim, mas no presente, ainda vivendo tudo isso, posso dizer que foi um dos anos mais difícies da minha vida e que eu fico feliz que está nos últimos respiros. 

2020, REST IN PEACE e nem pense em voltar para nos assombrar. VAI COM DEUS!

Finalmente 2020 acabou (?)

 Hoje já é dia 29 de dezembro e vou dizer que estou considerando esse ano acabado, não é possível que em dois dias mais merda vai acontecer, ne (isso não é um challenge, 2020, sabemos do que você é capaz).

E tanto sei do que 2020 é capaz que quando eu achei que o ano estava morto na semana passada, três dias antes do Natal rolou uma situação que eu pensei "NÃO É POSSÍVEL!".

Desde que o novo lockdown começou em Toronto em novembro que a turma aqui também não tem encontrado. A gente (Catalis, Bruana e as meninas) estávamos nos encontrando toda semana para tomar vinho, comer bolo e jogar BG, mas o lockdown começou e a gente parou de se ver. Já tinha mais de um mês que a gente não encontrava (às vezes a gente levava coisas pra Catallis e eles traziam para nós, mas era deixar na porta do apartamento, bater na porta e ir embora, a gente nem se via) e como era semana de Natal, a Ana falou que ia passar aqui no prédio para deixar nossos presentes e eu entregar o presente das meninas. Ela mandou mensagem quando chegou e eu e a Cath descemos e nos encontramos todo mundo no lobby do prédio por quinze minutos e todo mundo de máscara o tempo todo. Eu dei um mini abraço nas meninas por cinco segundos e nem vi elas direito, porque estava frio e elas com várias camadas de roupa, touca, mascara e cachecol, então literalmente não dava para vê-las.

Porém, esse mini abraço que eu dei foi o que causou o estresse na segunda-feira dia 21. A Ana ainda está trabalhando e a menina que trabalha com ela fez o exame do Covid e deu positivo, e a Ana teve contato com ela na quarta anterior. Como o exame demora uns dias para ficar pronto, ela só ficou sabendo na segunda, que foi quando ela me avisou. Mas ela veio até o prédio no dia anterior para a troca dos presentes, ou seja, ela esteve exposta diretamente ao vírus e eu tive exposta indiretamente. Resultado? Isolamento dentro de casa todo mundo sem poder sair da porta do apartamento até o exame da Ana sair e sabermos se ela estava infectada ou não.

No final das contas não estava. O resultado saiu no dia 25 e ficou tudo bem.

Mas não é esse o ponto, o ponto é que era dia 21 e eu tinha chances reais de estar com vírus. É o famoso não há nada tão ruim que não possa piorar, ne. Então espero que em dois dias (três contando com o dia de hoje porque ainda são nove da manhã) nada de ruim aconteça.

VAI EMBORA, 2020!!!! JÁ DEU!



quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

2020

Estamos no início de dezembro e ainda é muito cedo para dizer que o ano acabou, porque um mês em 2020 durou um ano, então ainda temos um ano pela frente até essa merda de ano chegar efetivamente ao fim (quantos ~anos~ eu falei nesse parágrafo?).

Eu estava aqui hoje sem nada pra fazer (que novidade) e me peguei pensando nas várias fases que vivi nesse ano bizarro e nas mil coisas que eu inventei de fazer por um tempo para ocupar meus dias.

Meu ano foi mais esquisito ainda porque durante vários meses eu estive presa fora de casa, mas que dependendo do ângulo pode-se dizer que eu estava de volta em casa também, ne. Então tem essa confusão aí.

Dentro dessa primeira fase da quarentena que a gente inocentemente achava que ia durar só 14 dias eu inventei de dançar todos os dias pra manter meu corpo em movimento hahahahah e eu DANCEI!!!!! Durante uns cinco dias eu colocava músiva e dançava. Vou falar que era gostoso, viu, eu devia ter mantido esse hábito, porque de lá pra cá eu me movimentei menos do que gostaria (ou do que a porcaria do lockdown permitiu).

Tive minha fase de planejar goals achando que esse ano ainda tinha salvação, então me planejei e tive esperanças hahahahahha (#coitada).

Tive a fase #conquistasdemim que eu ainda me importava em ser produtiva, que ficar sem fazer nada ainda era um problema muito grande.

Tive a fase que eu me senti um lixo em pessoa e que eu DEFINITIVAMENTE estava ocupando lugar no mundo e que eu estava perdendo muito tempo, com a consciência que eu nunca mais ia recuperar esse tempo perdido que foi 2020.

Tive a fase de aceitar que esse ano não está no meu controle e que eu devia encará-lo como um ano sabático sem dinheiro e sem perspectiva, mesmo que essa situação tenha sido enfiada goela abaixo e que eu não podia fazer nada para mudar.

Aí tive a fase de ficar apática e de não sentir mais nada, só acordar, viver e dormir esperando o dia seguinte chegar.

Agora estou na fase de ter esperança que 2020 está acabando (só mais um ano) e que 2021 as coisas vão melhorar, como se na virada do dia 31 para o dia 01 tudo fosse resetar e que ia tudo ficar melhor. 

O problema do seu humano é não aprender com a vida. A gente (eu aqui tentando incluir mais pessoas no clube dos iludidos) fica sempre tendo esperança que as coisas vão melhorar, mas a chance de tudo ficar bem é bem ínfima, vamos ser honestos. Eu fico numa disputa de ser otimista e pessimista o dia todo, esperando que 2021 vai ser um ano melhor, mas morrendo de medo de 2020 ter sido apenas um trailer do que realmente está por vir e que esse ano HORRÍVEL e sem crescimento (a não ser da ansiedade e do desespero) foi só um preview do que ainda está por vir.

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Desabafo que começou mal e terminou pior ainda

Ta, vamos lá. Minha nóia do momento, que não é bem do momento, eu tenho essa nóia o tempo todo mas que estou precisando meio que desabafar (e agitar um pouco os posts desse blog que dei uma afastada e tal) é o tal do dinheiro.

MEU DEUS DO CÉU, DINHEIRO NÃO SOBRA NUNCA! 

Quando a gente acha que está num momento legal, que as coisas estão calmas, vem um colchão na promoção que a gente precisa, mas que não queria gastar o dinheiro agora, mas que é uma promoção muito absurda de metade do preço e a gente decide go for it; aí vem a conta de luz e de água que não vinha há dois meses porque assim que a gente muda a conta espera acumular duas de uma vez e a gente sabe que ela está pra chegar mas quando chega a gente tem um leve ataque do coração e paga com as lágrimas escorrendo pela cara. 

Ser adulto é muito chato, pelo amor de Deus.

Tá, não é bem assim. Se me perguntarem se eu quero voltar a ser criança ou adolescente minha resposta é um big fat NÃO sem nem pensar, mas os trinta, com casa, com contas, com independência vem também as responsabilidades que a gente sabe que tem, né, mas que quando se tornam reais são um belo chute no saco.

Se eu pudesse escolher a melhor época da vida eu acho que escolheria o início dos vinte, quando a gente trabalha e ganha o próprio dinheiro, que a liberdade começa a aparecer e que é a melhor coisa do mundo, mas que não tem as responsabilidades de pagar conta, de trocar a merda do colchão, de fazer um supermercado, de comprar um papel higiênico, de tirar poeira dos móveis e de ter uma saúde mental merda que faz a gente ter que se isolar de tempos em tempos para cuidar para que a gente não tenha uma crise de ansiedade.

Vou te falar, ser adulto é bem legal, mas as responsabilidades são enormes. Não que quando eu tinha meus vinte e pouco eu não era extremamente preocupada com pagamento das minhas contas, com juntar meu dinheiro e com a saúde da minha conta bancária, mas é diferente, né! Convenhamos que eu juntava dinheiro para viajar, para comprar meu carro ou um celular novo, eu não juntava dinheiro para comprar um colchão novo ou uma mesa porque quando a gente recebe visita todo mundo se junta ao redor de uma mesa de centro que eu ganhei quando minha loja fechou e que não paguei nem um centavo nela.

Tudo na vida vem com uma encheção de saco, nada vem de graça e são só flores. Tudo tem um lado bom e um lado ruim para contrabalancear, mas quando a gente está num momento meio delicado (e chato, vamos dar o nome certo) de saúde mental, os benefícios não parecem tão vantajosos assim.

Estava conversando com o Kalil ontem do quanto eu me fudi quando viemos para cá. Eu perdi totalmente o controle dos meus sentimentos, dos meus pensamentos e do meu jeito, me perdi de mim um pouco, e isso é algo que me faz muito mal. Vir para cá foi uma realização de sonho muito grande, mas essa realização me tirou o eixo e já tem três anos que eu não consigo voltar ao MEU equilíbrio. Tenho que conversar isso com minha terapeuta (falei que sou essa pessoa agora que fala que vai falar com a terapeuta sobre as coisas, lembra)? Acho que sim, mas tem tanta coisa que eu quero falar com ela, conversar com ela, que uma hora de sessão não é o suficiente. 

Tenho uma lista de coisas que gostaria que ela me ajudasse a entender de mim, porque acho que o problema é esse, sou eu. Eu sou muito difícil de entender e eu me sinto muito frustrada de ter que viver assim, estar dentro dessa caixa que eu vivo e que eu tenho que me sentir bem para poder viver melhor, mas ultimamente tem sido bem complicado de me sentir em casa dentro de mim. Eu não entendo o que eu quero, não entendo o que eu não quero, não entendo meus sonhos, aspirações, medos, anseios... Não entendo mais nada, e o mais difícil de tudo é admitir que a gente (a gente não, eu) não tem que ter controle e resposta e entender tudo. Os passos podem ser menores, não precisa ser sempre uma corrida para entender tudo, a vida não é uma história com roteiro, a vida é essa merda que a gente dorme bem e acorda mal e cansado sem ter feito nada no dia anterior.

Tudo bem que eu comecei esse post para falar da minha preocupação com minha conta bancária e agora já entrei numa espiral meio deprê, mas é como minha cabeça tem funcionado ultimamente. Eu começo pensando em uma coisa e quando vejo já estou com mil questionamentos na minha cabeça, questionamentos que sinceramente eu nem tinha me atinado que eu tinha.

Outro dia tive um ataque de nervoso e fui falando um monte para o pobre do Kalil (não foi em uma briga, foi em uma conversa entre eu e eu mesma enquanto ele ficava só parado olhando para mim porque eu não queria que ele falasse nada, eu queria só falar - isso foi na semana anterior que eu comecei a minha terapia) e eu meio que falava e falava e falava e eu sentia que o mundo estava todo nas minhas costas e que eu ouvia o mundo berrando para mim o tempo todo, era como se eu tivesse o mundo vivendo dentro da minha cabeça e todo mundo estivesse brigando. Eu não consigo sentir calma e paz com frequência mais, eu sinto o mundo desabar e eu não consigo saber para onde olhar e o que salvar, porque eu não consigo, no momento, ver quais são minhas prioridades.

É estranho me sentir assim, menina branca de classe média morando no exterior PORQUE QUIS privilegiada do caralho dando xilique de "mundo está nas suas costas mas você não tem um passarinho para dar água". Eu me sinto mal de me sentir mal, eu sinto o peso nas minhas costas mas olho para o lado e vejo o quanto eu reclamo de barriga cheia e o quanto estou sendo mimizenta e mimada.

"Ai, Nicole, não pense assim, todo mundo tem seus momentos. A dor do outro não invalida a nossa."

Blablabla é fácil falar e eu sei que é isso mesmo, que eu tenho direito e blablabla, mas dentro da minha cabeça eu acho ridículo me sentir assim. Menina de 30 anos com um passado ganhado numa travessa de ouro e reclamando de saúde mental? 

Minha terapia é na segunda mas eu sempre tenho minhas crises fora do dia, aí quando chega na segunda eu estou ótima e tranquila, nada a reclamar. A tempestade passou e o mar acalmou. 

Será que mando meus desabafos para a terapeuta e a gente conversa sobre eles na próxima consulta? Até parece, né.

Minha cabeça não para um segundo, é uma pressão interna para me levantar e fazer o que todo mundo diz que está fazendo que eu me sinto cansada e exausta demais para realmente fazer.

Ai, cansei de falar. Vou ver tv.


sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Será?

Às vezes fico pensando se algum dia eu vou ficar 100% feliz com minha decisão de vir embora. De tempos em tempos eu fico com uma saudade física das minhas pessoas no Brasil. Será que algum dia eu vou conseguir não beber (quando eu bebo minha saudade fica mais aflorada) e não sentir MUITA saudade das minhas amigas? 
Estou aqui numa sexta com um clima tão bom. Hoje amanheceu um dia lindo com uma tempetura alta em Novembro e falei "ah, uma tacinha de vinho de vinho, ne!". Quando dei por mim to chorando. Ahhhhhh, Nicole, pelo amor, ne! Toda vez que você beber vai ser choradeira? 32 anos e chorando de saudade?



Será que essa dúvida um dia passa? Será que um dia eu consigo me ver vulnerável e me sentir confiante com a decisão de largar todo mundo e tudo para poder andar na rua mexendo no celular? hhhahahhaha o vício é tão grande para largar tudo e todos para falar "Ah, mas eu ando na rua a meia noite com o telefone na mão e ninguém me assalta!".

Tá, eu sei que não é isso, mas às vezes penso se segurança vale ficar longe dos meus.    

Ps.: Estou fazendo terapia (segunda sessão essa semana que passou), acho que posso tratar isso na terapia, ne! Virei essa pessoa sim.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

A merda que é ser imigrante

Quando uma pessoa sonha em sair de seu país, ela acha que quando conseguir todos os problemas acabaram, ne. Coitada, mal sabe ela que os problemas mudam mas eles continuam lá.

Ser imigrante é uma merda muito grande. A gente tem muito medo de tudo e de qualquer coisa. A vida não é tranquila, não é calma, a vida vai ser, POR MUITO TEMPO, instável e você vai ficar com o rabo entre as pernas com medo até de atravessar a rua fora da faixa, vai que eles me pegam, me prendem e me mandem de volta pro Brasil? Vai que isso fica nos meus records e vai ser um motivo para meu visto ser negado lá frente?

É uma merda, gente. A gente não tem paz um minuto. Atrasar um dia o pagamento do cartão de crédito porque a gente esqueceu é motivo de preocupação eterna! 

Essas coisas importam? Vão ficar registradas? NÃO! A gente sabe, mas LÁÁÁÁÁÁÁ no fundinho a gente tem um medo imenso! 

Nemmmmm! Por que a gente inventa de ser imigrante?