segunda-feira, 23 de julho de 2018

Que campanha PHODA!

Estou numa vibes bem aceitando o corpo, as celulites, a gordurinha, as estrias e tudo o que vem no pacote, porque afinal de contas, pessoas reais tem corpos reais, ne?!

E quando eu vi a campanha de sutiãs da marca que eu trabalho (American Eagle/Aerie) me deu um orgulho muito grande, sabe?!

Uma das primeiras coisas que eu reparei quando comecei a trabalhar lá é que as modelos são realmente pessoas normais e isso me impressionou muito. É realmente uma preocupação da equipe de marketing da empresa, tanto que as fotos vem com um aviso de não uso de Photoshop.

Mas a campanha nova me impressionou. 
Vou colocar aqui alguns prints que tirei diretamente do site da marca, https://www.ae.com/aerie-bras/aerie/s-cat/4840012?icid=Aerie:HP:Sec1:Aerie:Bras:ShopBras:Promo&cm=sCA-cCAD .









Achei tão lindo!!! Me deu realmente orgulho da marca para a qual eu trabalho, sabe?! Meninas reais gordas, magras, com peito, com muito peito, sem peito, cabelos longos, curtos, crespos, lisos, cacheados, negras, indianas, brancas, orientais, deficientes, com sindrome de Down, com barriga, sem barriga, com estrias... Gente, vamos ser sinceras, são essas as pessoas com quem a gente lida todos os dias, são nossas amigas, nossas mães, tias, colegas, professoras. Aquela ideia de modelos magérrimas com corpos esculturais, cabelo loiro e liso, lábios carnudos e seios e bundas perfeitas não existe! Vamos nos aceitar e nos achar lindas, porque é isso que a gente é!!

E é realmente lindo a forma como a marca não tenta sensualizar e sexualizar as fotos por se tratar de lingerie, as meninas parecem estar se divertindo! Sinceramente esse é o tipo de campanha que eu me identifico e me faz ter vontade de consumir.

Obrigada e parabéns, American Eagle/Aerie, vocês brilharam!

Leitura de 2018

Acho que estou me saindo bem esse ano, viu?! Minhas leituras estão melhores que eu imaginava. Claramente eu li mais em alguns meses que outros, mas acho que estou no ritmo certo. Agora empolguei novamente e estou no embalo. 

Até o momento minha lista é de doze livros esse ano (até porque desde que eu vim para Toronto, eu não comprei muitos livros físicos - porque não tenho onde guardar - e comecei a ler mais depois que meu Kindle chegou, que foi em janeiro).

No momento eu estou lendo o Extraordinário, de R. J. Palacio, com a Flavinha (estamos fazendo uma leitura compartilhada uhhhhhhh) e acho que a gente acaba essa semana ou semana que vem. 

Abaixo está a lista dos que eu já li com a da capa e uma opinião bem breve.



Livro: A Mulher que Roubou a Minha Vida
Autor: Marian Keys
Mês de leitura: Julho/2018
Review: Esse livro realmente me surpreendeu demais. Li quase 500 páginas em três dias. É um livro bem grande, mas que em momento nenhum eu fiquei entediada. Muito bom mesmo. Já tenho dois preferidos da autora, esse e o Melancia, que é divertidíssimo!!!



Livro: Para Sempre
Autor: Kim e Krickitt Carpenter
Mês de leitura: Julho/2018
Review: Frustrei, porque é chato demais. Completamente diferente do filme (que eu adoro, por sinal). Custei a ler porque é muito fraco e muito bleh. O marido é muito melento e muito grudento. Nem!



Livro: Piano Vermelho
Autor: Josh Malerman
Mês de leitura: Junho/2018
Review: Pois é, esse livro é o seguinte, ele me segurou a história inteira, mas o final é muito doido, tipo louco, sabe?! Não sei qual minha opinião sobre ele, de verdade.



Livro: Tartarugas Até Lá Embaixo
Autor: John Green
Mês de leitura: Maio/2018
Review: O John Green é um autor bem específico, na minha opinião. Os livros dele tem uma pegada mais profunda. A Flavinha disse que não gostou desse livro, mas eu realmente adorei. Achei muito interessante a "teoria" das tartarugas até lá embaixo (que é citada apenas uma vez, por sinal) e a visão da doença do personagem principal sendo mostrada por ele próprio. Achei muito interessante mesmo.



Livro: 3096 Dias
Autor: Natascha Kampusch
Mês de leitura: Maio/2018 
Review: Gostei muito da leitura, achei bem envolvente. Engraçado como as pessoas de fora veêm as coisas de forma diferente de quem vive certas situações. Achei muito legal ler a vítima falando sobre isso e principalmente a força dela de ter lidado com um sequestro tão longo. 



Livro: Garota em Pedaços
Autor: Kathleen Glasgown
Mês de leitura: Abril/2018 
Review: Peguei esse livro no Kindle Unlimited e me surpreendi, porque achei a história bem legal. Li o livro bem rápido. 



Livro: O Segredo de Emma Corrigan
Autor: Sophie Kinsella
Mês de leitura: Maio/2018
Review: Gostei bem desse livro. Ele é engraçado e me diverti muito. A autora escreve livros de estilo que eu gosto, então eu costumo sempre dar uma olhadinha no que tem disponível dela.



Livro: As Listas de Ellen
Autor: Renata Varela
Mês de Leitura: Fevereiro/2018
Review: Bem meh, sinceramente. Acho que a escritora é nova e eu pude sentir isso na escrita dela. Uma história bem fraquinha e não me agradou muito não.



Livro: Anexos
Autor: Rainbow Rowell
Mês de leitura: Fevereiro/2018
Review: Conheci essa autora quando li meu primeiro livro em inglês, Eleanor e Park. Eu amei tanto esse livro que quis ler outro dela. Anexos é bem água com açúcar mas gostei muito, é o tipo de livro que eu gosto, bem menininha.



Livro: Fiquei com Seu Número
Autor: Sophie Kinsella
Mês de leitura: Fevereiro/2018
Review: Comédia romântica de Sessão da Tarde, mas gostosinho de ler. 



Livro: Minha Vida não tão Perfeita
Autor: Sophie Kinsella
Mês de leitura: Fevereiro/2018 
Review: Dos livros da Sophie, esse é o que eu menos gostei. Achei que ela quis abordar o tema de vida perfeita nas redes sociais, mas não se esforçou muito, achei bem fraquinho esse.



Livro: Pequenas Grandes Mentiras
Autor: Liane Moriarty
Mês de leitura: Janeiro/2018
Review: Comecei a leitura achando muito fútil e chato, porque conta a vida de umas mulheres e blablabla. Mas da metade para o final eu não conseguia parar e o final foi muito bom, me surpreendeu de verdade.



Livro: Em Águas Sombrias
Autor: Paula Hawkins
Mês de leitura: Janeiro/2018
Review: Gostei mais do que imaginava. Li suuuuuper rápido porque a história é muito boa. O final deixou a desejar um pouquinho porque eu meio que saquei antes de acabar. O único problema para mim é que tinha muitos personagens e isso me confundiu para lembrar a história de cada um e essa quantidade era meio desnecessária. Mas eu realmente recomendo.

Esses são os livros do ano até agora. Com certeza farei outro post desse no final do ano para ver o balanço geral do ano.

(Quero fazer um agradecimento especial para a Flavinha com quem eu sempre divido minhas opiniões das leituras e facilitou eu buscar no Wapp nossas conversas para eu fazer os reviews aqui hahahha)

sábado, 21 de julho de 2018

Pequenas felicidades

Estou deitada no meu sofá lendo um livro e ouvindo minha playlist do Spotify chamada TO LISTEN WHILE READING.

Estou aqui concentrada no meu livro (que é ótimo e me surpreendeu, por sinal), Kalil está na mesa de computador dele jogando, quando eu me assusto e experimento uma sensação de felicidade me invadir.
Eu sonhei tanto com isso, sabe, estar na minha casa a noite deitada relaxando lendo um bom livro e ouvindo uma boa música. 
Que coisa estranha e que sensação maravilhosa ser pega de surpresa por uma felicidade tão simples dessa. 

Acho que no final das contas a vida é isso mesmo: são as pequenas felicidades que fazem tudo valer a pena.


Livro: A Mulher que Roubou a Minha Vida - Marian Keyes
Música: Parfum Thérémine - L'Impératrice

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Atenção à validade do seu passaporte antes de aplicar para um visto no Canadá

Como é de conhecimento de muitos, quando você tira um visto de turismo para os EUA, independente da validade de seu passaporte, esse visto é válido por dez anos (na regra). Se por um acaso seu passaporte expirar nesse meio tempo, você irá emitir um novo, mas seu visto de turismo continua ativo normal, você apenas terá que andar com dois passaportes, o novo e o antigo cancelado mas com um visto ativo.

Quando eu e o Kalil viemos para o Canadá a primeira vez em 2015, nós aplicamos para o visto de turismo e sua validade era de cinco anos ou até a data de validade de seu passaporte se esse fosse inferior a cinco anos.

Ano passado, enquanto estávamos aplicando para o visto de estudo do Kalil e o meu de trabalho, eu notei que os dois passaportes venciam antes do fim do curso do Kalil, que é de três anos. Pensei com meus botões:

- De duas uma: ou a gente tem que renovar o passaporte antes de aplicarmos para o visto para não termos problemas com o vencimento (usando a memória do visto de turismo), ou, por se tratar de visto de estudo/trabalho, esses terão a validade normal do College do Kalil e teremos que ter dois passaportes como ocorre com o visto de turismo americano.

Não fiquei apenas com isso na cabeça. Liguei para o ATENDIMENTO AO PÚBLICO DO CONSULADO CANADENSE EM SÃO PAULO e fiz exatamente esse questionamento.
O filho de uma puta atendente me disse que eu não precisava me preocupar que eu poderia usar os dois passaportes e que o fato de nossos passaportes terem data de expiração inferior ao tempo de curso do Kalil não iria influenciar em nada na data de expiração do visto.

RESULTADO????

Nosso visto vence junto com a data de vencimento do nosso passaporte.

RESULTADO 2?????

Estamos nesse momento renovando nosso passaporte e entrando com a documentação para pedir extensão do nosso visto. Uma facada de 360 doláres pelos passaportes + 405 dólares pelos vistos totalizando 765 dólares de burrice.

Então, pessoal que está aplicando para qualquer coisa na vida, NUNCA confiem em atendimento por telefone. Se você não puder formalizar uma pergunta por escrito para cobrar a informação errada e ter isso para esfregar na cara do infeliz que não sabe falar "NÃO SEI, SENHORA, SÓ UM MOMENTO QUE VOU CONFERIR COM QUEM SABE", confie nos seus instintos, ta?! Porque na altura do campeonato levar uma surra de quase 800 dólares é PHODA!!!

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Olha que mancada!!! - falando merda em inglês

Na loja que eu trabalho, a gente vende roupas, acessórios e também roupas de ginástica, leggings, pijama e lingerie. Num belo dia, eu estava responsável pela venda de sutiãs.

Braletes é um tipo de top, não tem fecho e nem alça regulável, você coloca ele pela cabeça igual um top mesmo.

Aí eu estava com a cliente e ela pegou um bralete para experimentar e falou: "Ah, mas esse não tem fecho atrás, ne?!". (This one doesn't have hook on the back, right?)
Obs.: HOOK em inglês é gancho, fecho.
Eu para a cliente: "Não, esse não é regulável e nem tem HOOKERS atrás". Na minha burrice, eu achei que HOOKERS era o plural de HOOK, mas HOOKERS é PROSTITUTA!!!!!!!!!!!!!! HAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHA

Meu Deus do céu!!!!! Agora entendi porque ela não quis nem experimentar o tal bralete que não tem prostituta atrás hahahahhahahahahahhah

Para conhecimento e evitar passar vergonha.: hooks é o plural de hook.

domingo, 17 de junho de 2018

Estreia do Brasil na Copa do Mundo na Russia 2018

Hoje foi o jogo de estreia do Brasil na Copa do Mundo na Russia e eu e o Kalil fomos para a casa de uns amigos para assistir lá.
Fomos de metrô e no caminho até lá vimos muita gente com a camisa do Brasil e o pessoal bem animado.
Chegamos na casa dos amigos e todos com camisa do Brasil e a bandeira pendurada na janela. 
Foi uma tarde tão gostosa, foi tão gostoso estar com pessoas da nossa terra torcendo todo mundo pelo nosso país (nem que seja ali no futebol) que eu parei um momento e vi o quanto o brasileiro tem disso, ne?! Para muitas pessoas o brasileiro é ignorante por estar aproveitando e torcendo no futebol enquanto o país está essa merda toda, mas essas pessoas que criticam não conseguem perceber que o brasileiro é assim feliz de qualquer jeito.

No nosso caminho para a casa dos amigos eu me senti um pouco triste, me deu muita saudade dos amigos do Brasil, porque provavelmente iríamos combinar de assitir todo mundo junto, teria o bolão para adivinhar o placar, teria muita festa com os gols e tudo mais que envolve essa festa.
Mas quando chegamos na casa dos nossos amigos a vibe estava tão gostosa, o pessoal é tão bacana e o clima estava tão descontraídos com os gritos nas faltas, a comemoração no gol, os xingos com os passes errados que eu senti essa tal gratidão que é a palavra do momento.
Eu estou longe, eu sei que estou, mas tenho que me forçar a olhar ao redor e a ver as coisas boas e novas que aconteceram na minha vida. 
Esses amigos são pessoas iluminadas, elas caíram do céu para mim e o Kalil e eu sou realmente grata por tê-los nas nossas vidas.

No final das contas o jogo com a Suíça terminou empatado no 1 a 1, o que foi frustrante. Mas dois minutos depois estávamos rindo, fazendo piada e assistindo Faustão ahhahahahahha

sábado, 16 de junho de 2018

Desabafo

Chega um momento na vida de qualquer imigrante que ele não se sente em casa no lugar que ele escolheu para viver, mas ao mesmo tempo ele não se imagina voltando para o lugar de origem. Eu cheguei nesse momento agora e costumo falar que estou no limbo, ou seja, eu não tenho mais um lugar.
Isso porque eu tenho sentido muita falta de muita coisa no Brasil que eu nunca vou ter aqui em Toronto, mas ao mesmo tempo eu tenho coisas aqui que eu nunca terei no Brasil e que são cruciais para minha vida no momento.

Eu não paro de pensar ultimamente o quanto eu tenho raiva do Brasil, porque se ele fosse bom para mim o suficiente, se ele me desse tudo aquilo que eu tenho direito (como saúde, transporte público eficiente, educação com qualidade e PRINCIPALMENTE segurança) eu não tinha saído, largado tudo para trás e começado de novo do zero.

É muito difícil ter que viver os 18 anos novamente com quase 30. Eu tive que largar um emprego qualificado e que eu tinha um salário muito bom para trabalhar PARA UM CARALHO em uma loja. Não estou dizendo que é emprego bosta, estou dizendo que é um trabalho muito físico com um salário muito baixo. O custo de vida em Toronto é altíssimo!!!! É exorbitante!!!! Vocês não tem noção do quanto.

Eu super me preparei psicologicamente antes de vir, eu sabia muito o que eu teria que viver quando eu chegasse aqui e eu sabia que teria que começar do zero, mas isso não quer dizer que a vida se tornou fácil quando eu vi que era realmente tudo aquilo que eu esperava. 
Não estou reclamando da vida que eu estou vivendo, mas sei que a vida que eu quero para mim não é essa. 
Tem quase dez meses que a gente chegou aqui e só agora a realidade caiu efetivamente, só que ela caiu atrasada e veio num peso de duas toneladas na minha cabeça.
A família está longe, os amigos estão longe, a cultura e os costumes estão longe. Essa distância dói num grau que não dá para colocar em palavras. 

Eu que sei que tudo vai melhorar. As coisas estão melhorando, todos os dias.
O Kalil começa a trabalhar na segunda, o meu inglês melhora diariamente, mas no momento nada disso é o suficiente para alegrar 100% os dias.

Está difícil, não vou negar.
Não quero parecer ingrata, afinal eu estou vivendo aquilo que eu sonhei, mas a gente sabe que qualquer sonho que vira realidade ele vira realidade, e de sonho resta apenas um terço.

Eu sei que no Brasil eu reclamava muito da vida, do país e de tudo, e que estar aqui reclamando da vida parece que sou apenas a pessoa mais infeliz e reclamona do mundo, mas não é bem isso. 
A distância é uma coisa que eu nunca imaginei que sentiria. Eu não sou muito sentimental, não sou muito de sentimentos e de coração, eu tenho um jeito meu de ser. Eu cheguei e fiquei muito de boa com a "realidade" que estava vivendo. As pessoas me perguntavam de saudade e eu respondia "saudade? Não sou desse tipo de pessoa que sente saudade". Aí veio a vida e me fez perder uma pessoa e doeu tanto que eu descobri o que é saudade. É algo que dói, é uma ferida que lateja e que parece que nunca vai sarar.

Conversei com minha madrinha uns dias atrás e ela disse que essa dificuldade de lidar com a distância melhora depois de dois anos e que hoje, ela que mora nos EUA há mais trinta anos, nunca mais pensa em voltar a morar no Brasil.

Sei que essa sensação ruim vai embora, mas até lá vou aqui vivendo cada dia e sempre focando no motivo pelo qual larguei tudo e vim começar de novo tão longe.

Obs.: acho que esse texto ficou muito estranho de ler, eu sei, sorry.