sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Zoológico de Toronto

Como às sextas feiras o Kalil não tem aula, a gente sempre faz alguma coisa e hoje não foi diferente. Inicialmente a gente ia na Toronto Island, mas o Kalil viu na TV que os pandas estão aqui só por mais algum tempo e depois eles vão ser transferidos para Calgary, então ele quis ir lá e mudamos nossos planos.

Vou dar uma reclamadinha antes de começar a falar do zoológico porque se não tiver uma reclamação não é post meu, ne?! Mas é rapidinho e eu coloco as fotos depois.

O zoológico é longe para um cacete!!! Vocês tem ideia de que fomos de uma ponta a outra do metrô? Fomos LITERALMENTE do extremo leste para o extremo oeste da cidade? E depois que descemos na ÚLTIMA estação ainda pegamos um ônibus e descemos no ÚLTIMO ponto do ônibus? Foi quase duas horas de transporte até chegar lá. Meu Deus! Que lugar longe. Como disse o Kalil: fomos do Eldorado para a Vilarinho. Toronto é bem maior do que eu imaginava, viu?! Que isso!

Sobre o zoológico...
Eu não costumo gostar muito não porque tenho dó de animais trancafiados em espaços pequenos e etc, mas eu gostei muito. Achei muito limpo, muito organizado e bem tranquilo.
Como fomos em dia de semana, estava bem vazio e isso foi ótimo, pois pudemos fazer tudo com calma e nunca tinha gente empurrando a gente para ver ou parado na nossa frente impedindo de vermos alguma coisa. Quem tiver interesse em ir, vá dia de semana.

Pagamos bem caro para a entrada porque ainda estamos no verão e é alta temporada, então foi 29cad para cada, já com as taxas incluídas. O estacionamento é 12cad.

Vamos para as fotos? Vamos.

Obviamente a entrada do zoológico.

Assim que a gente chegou fomos direto para a área dos pandas gigantes. 

Nessa área, que estava vazia GRAÇAS A DEUS, conta que tem dois pandas que nasceram no próprio zoológico e que foi por inseminação e eles fizeram o acompanhamento durante toda a gestação.

Foi tão legal ver eles assim de pertinho. Essa foto está sem zoom nenhum, eles realmente estão logo ali.



Saímos da área dos pandas e fomos direto para os cabritos que sobem nas montanhas. Coisa mais doida do mundo. O Kalil disse que viu um subindo nessas pedras na maior facilidade do mundo.

Eles estavam bem alto mesmo, olha!

Gente, estou viciada em foto de caminhos e natureza, desculpa, mas é tão lindo!

Eu estava doida para ver os cangurus e aqui tem.

Eles não estavam assim tão perto não, ta!? É o zoom da câmera.

Olha mais um caminho fofo com um marido lindo.

Amoooo ursos! E esses eram enormes! Esses são uros polares, mas eu ainda quero ver um selvagem por aqui no Canadá. Aqui tem muitos e eu quero ter a sorte de ir em algum lugar e ver um.

Foto do fotógrafo marido.

Vejam o outono apontando na esquina.

Esse gorila estava isolado em um canto sozinho na maior depressão, coitado. Estava só esperando para ver um copo de cerveja na mão dele um Pablo tocando de música de fundo.

Olha meu animal preferido no mundo!! Eram duas girafas lindas! (pra mim toda girafa é mulher).

Foto espontânea do marido escolhendo o que fazer a seguir.

Meus olhos se enchem de ver as árvores ficando vermelhas. Elas estão sendo aguardadas ansiosamente.


Felinos são os animais preferidos do Kalil.  Nós ficamos uns dez minutos vendo esse tigre. Ele corria de um lado para o outro felizão (ou era o que parecia).

Kalil: "Mo, vou tirar uma foto. Faça uma pose bonita."
E eu fiz isso... Desculpa, mo.

Foto de queixo duplo na hora de ir embora para me mostrar que eu preciso emagrecer.

Então é isso. Adorei o dia e foi melhor do que eu esperava. Foi um passeio bem gostoso e tenho certeza que o fato de o zoológico estar praticamente vazio ajudou muito.
O que foi ruim é que diversas atrações estavam fechadas por se tratar de dia de semana, mas tudo bem, foi bom ainda assim.

Por hoje é só, pessoal! Beijo!!




terça-feira, 12 de setembro de 2017

Grange Park

No último domingo, eu e o Kalil decidimos sair do ninho e fazer algumas coisas em Downtown.

Almoçamos no Chipotle da Front Street e saímos andando. O centro estava relativamente vazio, pois várias ruas estavam fechadas devido ao TIFF (Toronto International Film Festival) e era nessas ruas que o pessoal estava concentrando.

Vários lugares estavam recebendo a amostra dos filmes do festival e esse era um deles.

Passamos por lá rapidinho, apenas mesmo para ver Jennifer Lawrence (cof cof cof).


Continuamos andando meio que sem rumo e decidimos passar no Eaton Center para ver uma questão do notebook do Kalil. Entramos em uma rua meio que errado e caímos no Grange Park. 
Achei tão legal isso. Eu já sabia que Toronto tinha muitos parques e etc, mas assim bem no centrão eu ainda não tinha visto.

A gente subiu a John Street até a Stephanie Street e demos de cara com o parque.
Como fomos em um domingo, o parque estava bem cheio. Tirei algumas fotos porque agora eu sou fotógrafa profissional e vou colocar aqui embaixo.

Parei no meio da rua e tirei essa foto que, modéstia a parte, ficou show (exceto por esse poste da direita que eu devia ter cortado. Só que o sinal estava abrindo e eu tirei e saí correndo para terminar de atravessar a rua).

A caminho do parque. Essa é a John Street e tem alguns restaurantes/barzinhos. Acho que vou anotar para ir em algum no futuro.

Como vocês podem ver, tem árvores espalhadas pela cidade toda. Apesar de ser uma cidade grande, eles aqui se preocupam muito com o verde.



Aqui já é a entrada do parque. Achei gracinha demais!

Tem diversas frases espalhadas pelo chão do parque e eu gostei de algumas, mas coloquei só duas aqui senão ia ficar chato de ler e etc.
"Nós sabemos de onde vem cada pessoa, e por que,
E de qual terra hostil? - Shimen Nepom"

"Amanhã, ou talvez no dia seguinte,
a neve virá
mas hoje o céu está puro, de um azul espetacular
essa é a cor das promessas - Vincent Lam"
Essa foi a minha preferida de todas que eu vi.





Esse trem azul lá no fundo eu procurei saber o que é, mas não consegui achar nada na internet. Desculpa pela informação faltosa.



Olha a minha queridinha CN Tower lá no fundo.



Olha o playground. E tava bem cheio.
Aquele prédio lá atrás eu ACHO que é de alguma faculdade, mas vou ficar devendo a informação de novo. Prometo que da próxima vez vou procurar saber informações mais precisas do lugar.

O lugar é bem legal e, claro, super seguro e limpo. Gostei bastante. Fiquei parecendo criança com a máquina e toda feliz. 

Essa realidade que eu estou tendo aqui é muito diferente da que eu estava acostumada. Em BH nós praticamente temos apenas a Praça da Liberdade e aqui a gente vê vários parques pequenos espalhados e todos muito bem cuidados. Isso tem me impressionado muito.

Eu estava pesquisando aqui na internet e tem um site sobre esse parque. Eles fizeram um projeto em que o parque começou a ser revitalizado em 21 de março de 2016 e foi terminado em Junho de 2017, super novo.
O que eu achei bem legal também é que o site pede desculpas e agradece a paciência dos moradores do bairro pelo tempo que o parque ficou em obra. 

Bom, é isso. Estou querendo sair com a máquina na rua mais vezes e tirar mais fotos, ta?! Então aguardem mais posts desse estilo que, na minha opinião, são os mais legais. Adoro ler posts de lugares e com fotos.

Então é isso! Beijo!




sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Acaba a saga do celular

E finalmente a espera chega ao fim!!! Vou contar o que aconteceu com celular e é uma boa dica para pessoas que tem o Iphone ou mesmo qualquer aparelho da Apple.

Eu usava o celular no Brasil normalmente e tinha a tal senha da Apple Store que é formada por letras maiúsculas e minúsculas e números. Eu sempre usei a mesma, mas ela ficava salva, eu não precisava inserir ela. O ITunes eu nunca usei porque acho o sistema péssimo e muito complicado e passei a perder completamente o interesse em aprender depois da chegada do Spotify. 

Quando eu cheguei aqui, a gente foi olhar um plano para o celular. Como eu e o Kalil fizemos o processo juntos, ela fez os dois ao mesmo tempo, ou seja, incluiu os dois nos planos, foi gerado o número do telefone e explicando para nós como tudo funcionava. Ela pegou meu celular e tirou o chip do Brasil e colocou o chip daqui. Quando ela ligou o telefone, a Apple pediu o meu Apple ID (que é meu email de sempre) e a senha. Aí veio a merda. Qual era a senha? Falei com o Kalil: "Mo, não sei qual é não.". Ele falou: "Senta ali e descobre porque você precisa dela para acessar seu telefone". Me sentei e comecei nos achômetros. Tentei algumas possíveis senhas e não aceitou. A Apple deixa você tentar seis vezes, após isso bloqueia o acesso, e quando eu digo acesso, eu digo O TELEFONE. 
Até aí tudo bem. A moça disse que eu tinha que entrar em um computador e tentar reinicializar minha senha no site da Apple. Saímos da loja e fomos fazer outras coisas que tinham que resolver.

Chegamos em casa a noite, era por volta das seis da tarde. Entrei no site da Apple (https://iforgot.apple.com) e iniciei o processo de reinicialização da senha. Porém, o que eu JURO que não sabia e não tive a inteligência de pensar, o sistema pede um telefone de confiança que foi escolhido LÁÁÁÁÁÁ atrás quando você se cadastra na Apple. Qual o telefone que estava cadastrado? O meu do Brasil. E onde estava meu chip? No lixo da loja do shopping. O Kalil ligou lá e pediu para falar com a moça, mas ela não estava no momento. O Kalil explicou o acontecimento e pediu para a moça que atendeu que verificasse se o chip ainda estava em cima da mesa ou algo assim. Ela ficou de olhar e retornar e isso já tem 20 dias.

O que tinha para ser feito? Tentei a segunda opção que a Apple dá que é de fornecer o número do cartão de crédito. Feito isso, recebi um email de que receberia um retorno em 72hrs, 72hrs essas que se iniciaram no dia 23 de Agosto e que deveriam terminar no dia 26 de Agosto.
No site da Apple tem uma opção que você pode pedir para um atendente te ligue para você conversar diretamente com um ser humano (Até onde eu sei, quando você está no Canadá e nos EUA tem a opção de ligar imediatamente, ou no máximo 15 minutos. No caso do Brasil, você agenda essa ligação para um ou dois dias). O ser humano indiano ligou (indianês pelo telefone, imagina a facilidade para conversar) e o Kalil conversou com o cara. Ele disse que esse processo acontece em outro setor e que teria que esperar realmente o prazo informado, que se foi dito que em 72hrs receberíamos um retorno, em 72hrs realmente receberíamos, mas que bom que era só esse prazo porque algumas situações demoram até duas semanas. Pensei com meus botões: "Duas semanas?? Eu morria!!!"

***Vou abrir um parênteses aqui: a vida é mesmo muito engraçada, ne?! A gente imagina certas situações e pensa que nunca sobreviveria a elas e quando você as vive vê que você é mais forte do que imaginava.
Por que estou dizendo isso?
PORQUE O PROCESSO DEMOROU DUAS SEMANAS E MEIA!!!!!! As 72hrs pedidas inicialmente foi, COM TODA A CERTEZA DO MUNDO, para zoar com a cara do consumidor, foi para ele ficar feliz e depois a Apple dar uma vassourada na sua cabeça e rir alto da sua desgraça.***

Voltando...
No fim das 72hrs, dia 26 de Agosto, eu recebo um email falando que eu deveria aguardar até dia 06 de Setembro às 19:10 que eles iam entrar em contato comigo para finalizar o processo de recuperação OU pedir mais alguma informação necessária.

Eu surtei nesses dias!!! Vocês não tem noção do que foi passar esses dias sem telefone.

Entretanto, nesse meio tempo, a gente entrou em contato com a Apple de novo explicando que éramos novos no país, que eu precisava de telefone para procurar emprego e etc. O cara que atendeu falou para a gente tentar novamente lembrar da senha e tentar fazer dessa forma, porque as tais duas semanas tinham que ser respeitadas, não era possível pedir urgência nem nada.
O Kalil, CLARAMENTE, perguntou para o cara se isso atrapalharia o processo já iniciado, e o cara, FILHO DE UMA ÉGUA, disse que não, que o processo continuaria normalmente. 
O que fizemos: liguei para meus pais no Brasil, pedi para eles irem até a Vivo com a procuração que deixei para eles e pediram o chip. Colocaram em um celular velho que tinha lá e eu tentei de novo. Mandei o código para o celular que estava com meus pais, eles me passaram o tal código, eu tentei outras senhas e mesmo assim não conseguimos. 
Como eu não tinha outra opção, amarguei pelo prazo e esperei tentando achar toda a paciência de dentro de mim para eu não matar o pobre do marido com o meu mau humor.

No dia 06 de Setembro, um dia lindo, era o que eu esperava, às 19:00 coloquei o celular enfermo para carregar. O que um telefone sem bateria faz quando você coloca ele para carregar? Ele liga, é dele, ele faz isso.
Fiquei esperando a ligação. Distraí com a vida e quando deu 19:30 eu me assuntei e gritei: PQP, ELES NÃO LIGARAM.

Kalil ligou para a Apple de novo e o que aconteceu? 
O PROCESSO FOI CANCELADO QUANDO PEDIMOS PARA ENVIAR O CÓDIGO PARA O CELULAR QUE ESTAVA NO BRASIL.
Gente, pelo amor do Senhor Jesus Cristo, porque o cara maldito não falou que a gente não podia mexer em nada mais? Por que ele deu certeza que o processo ia continuar?

Vamos às explicações, people, porque assim como eu não sabia muitos de vocês provavelmente não sabem porque simplesmente não está escrito em lugar nenhum:

- o processo de segurança da Apple ID funciona com duas verificações: o número de confiança QUE NÃO PODE SER MESMO DO TELEFONE e a senha
- quando você esquece a senha, um código é enviado para o seu número de confiança e o prazo para recuperação fica bemmmmmmmmmm menor
- o setor responsável pela recuperação das senhas não são formados por pessoas, é o sistema da Apple, eles trabalham sem interferência humana, então não é possível ninguém fazer nada
- e, para finalizar, uma vez inicializado o processo de reinicialização de senha a pessoa não pode mais sonhar em acessar a conta senão o processo é cancelado, não pode sequer LIGAR O TELEFONE. Isso tudo porque o sistema automatizado entende que, uma vez que você tentou acessar novamente ou ligou seu telefone (mesmo que bloqueado), você já tem o telefone disponível e que o processo de recuperação não é mais necessário.

O Kalil ficou mais de uma hora com o cara no telefone, foi transferido de setor para conversar com outra pessoa e no final das contas o que foi dito:

- o processo teria sim que ser reinicializado
- tudo o que estava no meu celular não poderia ser acessado, mas também não seria perdido
- resetar o celular não ia resolver nada, eu ia perder tudo o que tinha lá dentro mas mesmo assim eu não teria acesso a ele
- uma vez que o processo é automatizado, o suporte não sabe nem falar qual o prazo para a recuperação
- se eu tivesse acesso ao número de confiança, o prazo de duas semanas diminuiria a menos da metade

A opção que eu tinha era jogar o telefone fora ou iniciar a recuperação.
Iniciei a recuperação e, PASMEM, em 24h eu estou com acesso ao telefone de novo.

Eu sei que o post ficou imenso, mas eu só quero finalizar que eu passei a ter uma birra imensa da Apple. Essa dificuldade de resolver uma coisa relativamente simples me tirou do sério. Como é possível eles não saberem informar prazo porque o setor é automatizado? Caguei pra isso!!! Isso é u absurdo. 
"Ah, mas se roubarem seu telefone ninguém acessa nada e a pessoa vai ter um peso de porta".
Grandes coisas, ninguém me roubou e mesmo assim eu não conseguia acessar nada e por pouco não virou um peso de porta.

Mas agora já resolveu tudo. Juro que não esqueço mais a maldita senha, coloquei o número do Kalil como o número de segurança e minha vida voltou a ser linda.

É isso! Quem leu até aqui tem que ganhar um prêmio, e esse prêmio vai ser um conselho: anote suas senhas e pense bem antes de adquirir um aparelho da Apple, ok?!

Fuiz!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Humber Bay qualquer coisa

O marido está na aula, eu não tenho o que fazer porque já desmaiei duas horas no sofá, já fucei a internet, já comi e já vi TV e tenho um parque na frente do prédio... Decidi levantar do sofá e conhecer alguma coisa nessa cidade gigantesca.

O nome do parque é Humber Bay qualquer coisa e eu só conheci um pedacinho porque começou a chover e eu tive que voltar correndo para o apartamento, então vou deixar algumas fotinhas aqui para vocês verem um pouquinho do que eu vi.


Esse é o conjunto de prédio que estamos ficando. Ele fica em frente ao parque.





E ele fez pose para mim!!!! Coisa fofa

Bay é baía, então esse parque é uma baía, e em baías costumam ter barcos, ne?!



















Eu estava andando com minha máquina no pescoço e o senhorzinho me parou com o maior sorrisão: 
"Você pode tirar foto deles, se quiser!"
Eu tirei e ele ficou todo orgulhoso. Deve ter pensado: "Meus meninos vão ficar famosos!" hahahahahha
Eu acho que ouvi ele chamando esse da esquerda de José.




Me senti meio fotógrafa com esse post, para ser sincera hahahaha... Sei que as fotos não ficaram NADA profissionais, mas gostei de como ficaram, principalmente porque eu consegui passar realmente como é o parque.

Eu tentei sair para fazer algumas coisas sozinhas já que o marido não vai poder ficar comigo o tempo todo e eu não tenho amigos (lonely), mas eu não sei fazer essas coisas, sair sozinha é meio chato, não tem com quem comentar nem reclamar de nada. Porém vou ter que aprender, porque não posso procurar emprego enquanto eu não tenho celular (assunto para outro post) e o Kalil tem aula de segunda a quinta. Tenho uma listinha de lugares que eu quero ir, então vamos ver, ne?!

Amanhã ele não tem aula e queremos ir em um Outlet aqui para eu comprar uma bota para o inverno. Vou tentar tirar umas fotos e fazer um post com minha opinião, ok!?

Falows, beijo!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Primeiras impressões sobre o Canadá

Sei que estamos apenas há duas semanas no país e que ainda não é possível ter uma visão tão ampla das coisas por aqui, mas queria fazer um post sobre esse tema para que, assim como todos os outros, eu possa ler sobre o assunto e comparar a opinião com o passar do tempo.

Antes de vir para cá eu li muito blogs sobre pessoas que moravam aqui e muitos deles falavam sobre essas impressões que os brasileiros tinham do Canadá. Esse assunto é muito abordado por todo mundo principalmente porque as coisas aqui são muito diferentes do Brasil, muitas vezes para melhor e muitas vezes para pior, assim como todos os lugares.

  1. O clichê país de imigrantes

O principal assunto abordado por TODO MUNDO que vem para cá é como esse título de PAÍS DE IMIGRANTE pode ser realmente visto na rua todos os dias.
Eu sempre achei que chegaria aqui e veria um país igual o nosso, ou seja, cheio de descendentes. Mas eu JURO que nunca imaginaria que era EXATAMENTE como todo mundo falava. O país realmente é de imigrantes. Eu nunca ouvi tanta conversa em línguas que eu não consigo imaginar de onde sejam. Pessoas vestidas das maneiras mais esquisitas diferentes. São tantos sotaques do inglês que praticamente já foram criados vários ramos diferentes da língua. Assim como existe o portunhol, que é a mistura de português com espanhol, já foi criado também o chinglês (chinês com inglês), o portuglês (português com inglês), o russês (russo com inglês), o japonglês (japonês com inglês), o indianês (o MAIS DIFÍCIL DE TODOS, indiano com inglês) e por aí vai (isso tudo é invenção minha, ta, people?! Esses nomes aí não existem não). Se você achava que tinha um inglês bom, you know nothing, Jhon Snow, porque aqui você vai sentir que não sabe nada.

Agora, não é só de língua estranha na rua que vive o Canadá não. As opções de restaurantes de comidas de outros países é coisa de outro mundo. Enquanto no Brasil nós temos comida japonesa, chinesa, indiana, australiana (Outback S2), americana, aqui no Canadá tem restaurante de comida do Nepal (ainda vamos em um para ver qual é a culinária deles), da Coreia, da Irlanda, do Senegal, do Egito, da Grécia, e por aí vai. Isso é muito legal!! Praticamente a única comida típica canadense é o tal do Poutine, que é delícia, que nada mais é do que uma batata frita com caldo de carne jogado por cima com queijo, mas essa coisa de ter TANTAS opções de comida do mundo todo transforma a comida típica do Canadá na comida do mundo todo. Quer dar a volta ao mundo pela culinária? Vá para um país de imigrantes.

        2. O frio

É verdade que no Canadá só faz frio? É sim!!! Hahahahahah Tá, é mentira, não é não. Aqui também faz calor, um calor insuportável pelo que já li na internet. Só que, esse ano em específico, algumas pessoas comentaram que o verão foi um pouco atípico já que o sol não esturricou nada por aqui, pelo menos em Toronto. A temperatura aqui está amena, parecido com o inverno do Brasil (não o inverno desse ano!!).

Lá atrás, quando a gente começou a se planejar para vir, eu disse para o Kalil para a gente vir no meio do ano para que meu corpo começasse a se acostumar com a queda gradual da temperatura para eu não ter um surto psicótico e físico quando o inverno realmente aparecesse por aqui. Para quem não sabe, eu e o Kalil viemos para cá para que o Kalil estudasse, fizesse um College (faculdade) e eu trabalhasse. O semestre aqui é diferente, depois explico melhor, mas ele começa em Setembro, em Janeiro/Fevereiro, se não me engano, e em Maio, então a gente tinha mais ou menos Agosto, Dezembro ou Abril como opções de vir para cá. Com todo o planejamento da forma como fizemos, a carta de aceitação veio para as aulas que se iniciariam em Setembro, então viemos em Agosto. Eu sinceramente acho que foi uma decisão muito acertada, porque, apesar de eu estar com frio, nada se compara com o inverno esse ano em Belo Horizonte. É só eu colocar um casaquinho fino que tá tudo bem. É claro que estamos acostumados com um verão de suar a suvaca, mas ta tudo certo, bom que eu evitei de ouvir o Kalil reclamar do calor na minha orelha o tempo todo.

         3. O trânsito

O trânsito daqui de Toronto é uma reclamação constante nos blogs. “Os motoristas são uma bosta”, “os streetcars atrapalham o trânsito”, “o metrô não acessa a cidade toda”, “no verão tem muita obra nas vias e deixam o trânsito caótico”, e mais um tanto de blá blá blá.

Até onde eu pude ver por aqui, o transito realmente é uma grande bosta por vários motivos. Eu e o Kalil estamos usando transporte público todos os dias, porque não temos carro, mas como alugamos assim que chegamos para fazer o transporte das poucas malas do aeroporto para o apartamento e depois do apartamento inicial para o apartamento que estamos agora (e que se transformou na nossa casa por algumas horas, o carro, tá, não o apartamento), podemos falar que tivemos experiência em todos os ramos possíveis de transporte, então vou falar de cada um separadamente.

                  Dirigindo em Toronto

Vocês não conseguem conceber o que é dirigir nesse lugar. Eles tem umas regras de trânsito muito sem noção, mas que de alguma maneira funciona nesse lugar. Primeiramente que a direita é sempre livre (a não ser quando a via não permite a conversão), ou seja, mesmo se o seu sinal tiver fechado você está liberado para virar à direita. Aqui tudo é sinalizado, então tem sinal para carros e para pedestres em todos os lugares e não apenas no centro. Logo, quando a sua via está com o sinal verde e a transversal está vermelho, quer dizer que quando você for virar a direita o sinal do pedestre estará aberto, certo? Estão me acompanhando? Então como funciona a direita livre: o sinal, seja para pedestre ou para o carro, sempre deve ser respeitado, SEMPRE! Não existe essa de ser três horas da madrugada e não vem carro/pedestre, você tem que ficar parado no sinal vermelho e esperar ele ficar verde para ir. (Definitivamente estou me embolando para explicar essa confusão, e calma que ainda piora). Então, a direita sempre é livre mas o sinal do pedestre está sempre aberto, logo, antes de você ir você tem que esperar passar TODOS OS PEDESTRES. Uma vez que ele pisa na faixa, você está PROIBIDO de virar, se ele está no meio do quarteirão chegando, espera ele atravessar, meu filho, senão pode dar merda (nada de policiais na rua e multa propriamente, mas se caso o pedestre correr e você atropelar ele, se prepara para se arrepender). Finalizando, a direita sempre é livre mas ao mesmo tempo ela não é. Imagina a praça sete entre cinco e seis da tarde em que não pode existir um fluxo contínuo de conversão à direita? Pois é, o trânsito para, e ta aí um dos motivos do porquê o trânsito aqui é péssimo.

Ainda sobre as regras de trânsito esquisitas, pensa comigo: na direita da Amazonas os carros seguem para Contagem e na esquerda os carros seguem para o centro de BH. Agora imagina o cruzamento entre Amazonas e Contorno. Se alguns cidadãos que estão da Contorno sentido Savassi querem seguir sentido Centro, o que elas fariam? Seguiriam um pouco para a frente da Contorno, iriam ligar a seta a DIREITA e fazer um retorno para pegar a Amazonas, certo? Sabe como funciona aqui? Esse pequeno retorno simples que é uma rua que você dá a volta no quarteirão não existe. Você para na via COM A SETA LIGADA para a esquerda na pista da esquerda e espera a via da Contorno sentido Centro parar de passar carro para você fazer sua conversão, ou seja, os dois lados da Contorno estão com o sinal verde, mas a conversão para esquerda só pode acontecer se não vier carro no sentido oposto e você conseguir virar. Estão conseguindo acompanhar a merda que é? Agora imagina isso no centro da cidade, que as ruas só tem duas pistas: a pista da direita livre só pode entrar à direita se não vier pedestre, e a pista da esquerda só pode entrar à esquerda se não vier carro no sentido contrário e você conseguir virar. É difícil de entender? Imagina de dirigir por aqui.

                  Transporte público

Aqui existem os seguintes meios de transporte público: os metrôs, os ônibus e os streetcar (são “bondinhos” elétricos com trilho e com cabos.

O metrô, apesar de muita gente achar que é péssimo porque não é cabuloso igual o de São Paulo, eu acho muito bom, principalmente porque a gente praticamente não tinha metrô em BH, né?! Ele acessa os principais pontos da cidade por duas linhas, a 1 e a 2. Enquanto a linha 1 acessa em formato de U o norte e o sul da cidade, a linha 2 acessa o leste e o oeste em linha reta. As duas linhas se cruzam em certos pontos e é possível baldear de uma para a outra.

Os ônibus, entretanto, acessam todos os pontos da cidade e é muito bom. A maioria deles é bem novo (acho que eles estão trocando todos) e é possível pagar apenas uma passagem acessando diferentes linhas de ônibus em um determinado tempo. Na verdade, essa possibilidade acontece com todos os transportes: é possível pegar um ônibus, dois metrôs e um streetcar pagando apenas uma passagem se você usá-los de forma consecutiva para chegar em seu destino final.

Os streetcar são opções para as áreas mais centrais da cidade e nos bairros ao redor do centro. Eu andei algumas vezes e achei normal, igual os ônibus, a única diferença, e que ajuda a ferrar mais o transito já que eles são fixos no chão, então não existe possibilidade de eles mudarem de faixa para o transito fluir mais e, para piorar, as linhas do streetcar são na rua mesmo, não tem uma via para eles, e eles passam na faixa do meio, então quando ele tem que parar para pedestres subirem ou descerem, nenhum motorista pode sequer pensar em ultrapassá-lo pelo direita, porque, uma vez que o streetcar para, todos os carros tem que parar. O problema aqui se repete com a questão de dirigir em Toronto: as vias do centro tem apenas duas pistas, então se a conversão para a direita para, a conversão para a esquerda para ou se o streetcar para, todo o transito para. Eu acho que eles fazem isso para as pessoas usufruírem mais dos transportes público. Carro aqui só a longo prazo, porque dirigir no centro é realmente insuportável.


            4. A educação canadense

Achei um pouco ilusório essa questão da educação. Pelo menos aqui em Toronto, uma das maiores cidades do Canadá e mais populosas, a educação é bem meh. Como o país é de imigrantes, aqui você não vê apenas canadenses, então tem diversas culturas pela rua e muitas delas são mal educadas. Não vi na rua aquele famoso “sorry” que todo mundo fala que tem por aqui, achei bem cara de cidade grande em geral.


            5.  A segurança

Ahhhh, Canadá seu lindo, não sei se você sabe, mas deixei minha família, meus amigos e meu calor no Brasil por causa da segurança, viu? E para dizer a verdade, você não está me decepcionando em nada.
Há um tempo atrás eu li em blog de uma brasileira que veio para cá uma coisa que eu nunca esqueci: “a coisa mais difícil de se acostumar no Canadá é com a segurança, é largar o medo de lado e se sentir seguro”. Estou sentindo isso na pele. Apesar de eu e o Kalil estarmos encarando o metrô a noite, andar na rua a noite, mexer com o celular em qualquer lugar, eu ainda fico olhando por cima do ombro e com medo de muita gente, mas garanto que é medo de brasileiro mesmo, porque por aqui as coisas não funcionam como no Brasil. Apesar de eu não ver NENHUM CARRO DE POLÍCIA na rua, policiais andando pelo centro e nem nada disso, não vejo nada acontecendo. Já vi muita gente falando que o maior índice de roubos aqui é no verão e é FURTO de bicicleta (para que não sabe, furto é quando uma pessoa pega alguma coisa sua sem uso de violência ou grave ameaça, ou seja, você deixa sua bicicleta no bicicletário e quando volta pra buscar ela não está lá mais), e acontecem maior menos 2.000 furtos de bicicletas por ano. Acho que conseguimos sobreviver com isso, ne?!


            6. O path

Para quem não sabe, Toronto tem uma “cidade subterrânea” criada para o inverno tenebroso que tem por aqui. Antes de eu conhecer Toronto, pela forma como todo mundo falava nos blogs, eu imaginava que ia chegar por aqui e ter LITERALMENTE uma cidade subterrânea com ruas, com carros, com lojas e etc, mas não é isso não, ta?! A tal da cidade subterrânea nada mais é do que ligações entre vários prédios, geralmente no centro da cidade, por um túnel que liga um ao outro por baixo, subterrâneo, ou por corredores no meio/alto dos prédios. Essas ligações são os famosos PATHs. Esse trem é realmente muito cabuloso de bom, gente. Eu e o Kalil estávamos numa praça de alimentação há uns dois ou três quarteirões de um prédio que íamos visitar um apartamento. Sem precisar sair ao ar livre, a gente acessou o tal prédio, tem noção disso? Nada de muvuca da rua, nada de frio/calor/chuva, nada esperar o sinal do pedestre abrir para atravessar a rua. É realmente uma coisa de louco de tão útil que é esse troço. O mundo todo deveria aderir a ele.


            7. Saúde canadense

Sei que estou falando demais, mas esse é o último tópico do post, prometo.

No momento do pagamento da matrícula do College do Kalil tem uma cobrança de “plano de saúde” junto com as taxas do curso em si. Quando eu e o Kalil descobrimos isso, ficamos extremamente felizes, porque como sou esposa dele, paga-se uma taxa e os dois ficarão cobertos pelo plano.
Nós lemos sobre o que cobre, especialidades, exames, remédios, clínicas e ficamos realmente satisfeitos com o que era incluído.

Aí chegamos aqui e fomos sair com um casal de amigos. No meio da conversa surgiu esse assunto sobre o pano de saúde. Eles vieram igual eu e o Kalil, um para estudar e um para trabalhar. O que veio para estudar também pagou o tal seguro saúde e disse que ele não é opcional, ele é obrigatório mesmo se você quiser usar o serviço público de saúde. Aí eu pensei: “quem vai querer usar o plano público, gente?!”. A resposta? Todo mundo. Eles disseram que o serviço público daqui é MUITO melhor que esse seguro que os Colleges “oferecem”. Aqui não tem essa de plano de saúde privado estilo Unimed e Bradesco não, aqui todo mundo usa o serviço público porque ele é ótimo e pode ser, inclusive, comparado com os planos particulares do Brasil. Tem algumas particularidades diferentes do que estamos acostumados, mas como ainda não usei não posso falar, mas que é sensacional isso é!!!

Bom, people, acho que já deu de escrever, ne?! Depois eu escrevo mais para que vocês possam conhecer um pouquinho de como as coisas funcionam por aqui.

Um beijo!!

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Mercado imobiliário em Toronto

Inicialmente, quando eu estava para vir para Toronto, eu pensei em começar a alimentar meu blog com mais frequência porque é uma forma legal de desabafar sobre as coisas aqui e a vida que estaríamos começando a viver e principalmente para eu ler isso aqui depois de uns anos e ver por tudo que eu passei assim que eu cheguei aqui.

Pensei inclusive em ir escrevendo as coisas em uma certa ordem: nossa saída do Brasil, a chegada aqui, os primeiros pepinos, mas é tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que é difícil sentar todos os dias para escrever como um diário, então decidi começar os posts aqui no blog sobre a fase Canadá na minha vida e o primeiro grande problema e a impressão que isso tem me passado.

Eu sou uma leitora assídua de blogs e sou uma telespectadora diária de Youtube, sobre assuntos que me interessam, LÓGICO, então podem ter mais que certeza absoluta que antes de eu vir para cá eu pensei que tinha tudo "nas mãos" e que eu não ia me assustar com nada aqui referente, por exemplo, ao aluguel de apartamento. Eu sabia que os preços eram bem diferentes dos que a gente vê no Brasil apesar de essa realidade não ser uma realidade da minha vida propriamente já que eu morava na casa dos meus pais e nunca saí por Belo Horizonte procurando um lugar para alugar, mas a gente sabe mais ou menos como anda a vida na nossa cidade, ne?!
Porém, apesar de saber que Toronto, que é onde eu estou agora e onde eu estou vendo a realidade verdadeira, está muito procurada e saber que aqui está passando por uma valorização CABULOSA do mercado imobiliário muito pelo fato de o Canadá estar abraçando estudantes e trabalhadores do mundo todo e de ser uma cidade espetacular em várias áreas profissionais, eu NUNCA imaginava a dificuldade absurda de achar um lugar aqui. 
Eu, pessoa organizada com as finanças e doente de ter tudo 100% programado na vida, estou entrando em parafuso. As pessoas que me conhecem no meu dia a dia viam como eu era no dia do pagamento do meu salário. Eu abria a agenda onde ficavam todos os pagamentos daquele mês, sacava meu dinheiro e ia separando com clips e com um bilhetinho cada pagamento que eu tinha que fazer, fosse cartão de crédito, salão, faxineira da minha casa ou algum valor que eu tinha que passar para alguém. Então, antes de vir eu fiz MAIS OU MENOS um planejamento para o pagamento de aluguel de apartamento, mas quando chegamos aqui tivemos que conversar e decidir aumentar o valor TRÊS VEZES. Vocês tem noção disso?
E não é só isso. Dentro dos novos orçamentos a gente tem muita dificuldade de achar um lugar e de agendar uma visita.

Eu realmente não sei como eram agendadas as visitas em apartamentos no Brasil, mas aqui pede-se 24h. Aí a dificuldade é: hoje o apartamento está disponível, a gente tenta agendar a visita e temos a resposta que o apartamento acabou de ser alugado. E isso não aconteceu uma vez não, aconteceu umas oito vezes e menos de uma semana.
Tivemos que arrumar uma corretora para nos ajudar. Aí ela separa alguns lugares e nos manda. A gente escolhe e ela tenta agendar uma visita. 
Em uma dessas visitas, a gente se encontrou na porta do prédio e ela disse que já tinham DOZE PESSOAS brigando por aquele apartamento. No final das contas a gente nem quis conhecer porque infelizmente não podemos competir, a gente não pode oferecer mais do que nosso orçamento. Aí não conhecemos o tal apartamento de ouro. Quando a corretora ficou sabendo sobre o fechamento do aluguel, ela nos disse que foram DEZOITO pessoas brigando por aquele apartamento e que no final quem venceu o leilão tinha oferecido SETECENTOS FUCKING DÓLARES a mais do que o dono do apartamento tinha pedido. 
Entendem a loucura que estamos vivendo aqui? E vocês devem estar pensando: "ahhhh, mas o apartamento devia ser sensacional!"
Não, gente, não era. Era um estúdio, em um bairro ok e pequeno, nada como os apartamentos que vemos no Brasil. 

E não é apenas isso. A gente vive no Brasil a vida toda então a gente tem coisas que não temos por aqui e que são exigidas na hora de alugar um lugar, por exemplo histórico de crédito. Aqui a gente é recém nascido que não tem nada, muito menos uma referência para nos indicar em algum lugar, aquele famoso: "Eu tenho um conhecido que tem um apartamento para alugar. Vou te indicar e falar que te conheço. Às vezes ajuda."
Aqui não existe isso. A gente não conhece ninguém e ninguém conhece a gente, ninguém confia na gente.
Estamos com um possível aluguel encaminhado. É no centro, exatamente o que eu sempre sonhei, mas o apartamento é MUITO pequeno, e quando eu falo pequeno eu não consigo mensurar para vocês quão pequeno é. Ele tem 44m2, vocês tem noção do que é isso? É um apartamento de quase dois mil dólares por mês que mede menos de 50m2. Tudo bem que ele fica a poucos passos de uma estação de metro, a maioria das coisas vamos fazer a pé, tem uma academia CABULOSA no prédio, piscina, sauna, e está incluído aquecimento, ar condicionado e água. As únicas coisas que teríamos que pagar seriam a eletricidade, que aqui não passa de 80cad, internet e TV.

Ta, não quero parecer reclamona, mas eu sou reclamona e o que me faz me sentir bem é reclamar, parece que sai um peso das minhas costas.

Só quero terminar pedindo que rezem por nós hahahahahahha Brincadeira, não é para tanto. Sabemos que vai ser difícil, mas quando é difícil é mais gostoso, né?! Já estamos colecionando perrengues por aqui e tudo isso será transformado em histórias para serem contadas.

Eu só queria deixar registrado o quanto eu estou ABSURDADA com isso aqui, é simplesmente tão diferente da nossa realidade no Brasil. Como diz o Kalil, no dia que estiver tudo bem e que pudermos nos considerar realizados profissionalmente e financeiramente será o dia que pudermos comprar NOSSA casa e um ape para alugar, porque COM CERTEZA teremos vencido na vida.

Mas é isso, people! Se eu não reclamasse sobre alguma coisa não seria eu, ne?! Mas é isso aí. Espero conseguir um apartamento logo e poder tirar foto para vocês verem.

Beijo e fui!

Obs.: sei que o post está meio bleh, principalmente porque não tem foto nem nada, mas estou sem celular e não tenho como tirar foto, mas isso é assunto para outro post de outro pepino.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Booking e sua presteza e agilidade na ajuda ao consumidor

Quem nunca fez uma merda tão merda que não deu vontade de socar a si mesmo? Pois é, eu não sou diferente. 

Estava olhando hotéis para meus pais em New York apenas para reserva futura, apenas por diversão. Decidi reservar um quarto para consultas futuras e para o caso de se decidirem FUTURAMENTE se gostariam daquele hotel ou não. Ocorre que... o que eu fiz? 

RESERVEI UM QUARTO COM CLÁUSULA DE NON-REFUNDABLE!!!! 

E qual o valor para o caso de cancelamento de reserva ou alteração? 

Seis FUCKING mil reais!!! 
(Como coloco emoji de palmas aqui???)

O que eu fiz dois minutos depois de confirmar a reserva? Surtei! Comecei a suar e a tremer. Como eu ia pagar R$6mil para cancelar esse trem, Jesus?? Meus pais, lindos que só eles, tentaram me acalmar falando que qualquer coisa eles ajeitavam a viagem para esses dias e esse hotel e etc, mas não era justo, afinal de contas a gente está começando a organizar tudo agora.
Depois de tremer por dez minutos, liguei pro santo do meu marido e ele disse para eu mandar um e-mail para o Booking informando que eu tinha feito a reserva errada e que tinha menos de meia hora que tinha feito a burrada, era para eu explicar tudo e esperar o retorno.
Mandei o maldito e-mail e fiquei aguardando por dez minutos. É LÓGICO que eles não iam responder em dez minutos.
Como eu sou eu e não consigo esperar para ter as coisas resolvidas e acrescido do fato de que eu não conseguia parar de tremer, arrumei o telefone do SAC do Booking (0800 0474-429) e liguei lá.
Conversei com uma moça chamada Thais que foi tão fofa e atenciosa que se eu soubesse o endereço dela provavelmente mandaria uma caixa de bombons em agradecimento.
Expliquei tudo o que aconteceu e frisei que a reserva incorreta tinha sido feita há menos de uma hora. Ela disse que tentaria entrar em contato com o hotel por telefone e me pediu para aguardar na linha.
Depois de um minuto ela volta e me informa que os dois telefones que tinham no cadastro do hotel no Booking não foram atendidos. Me informou ainda que estava encaminhando um e-mail para o hotel com a solicitação do cancelamento e pedindo que fosse efetivado sem custos, por se tratar de uma reserva realizada erroneamente há pouquíssimo tempo. Me passou um prazo de 48h para retorno e que, se após esse prazo eu não recebesse nenhuma resposta, eu deveria entrar em contato por telefone novamente e que, informando o código da reserva e o pin gerados automaticamente no ato da reserva, o atendente reconheceria minha solicitação de cancelamento.

Rezei para o hotel ter pena da menina burra e dormi. No dia seguinte, acho que abri o email antes de acordar e nada de resposta. Cheguei no serviço e... 
ELES CANCELARAM SEM CUSTOS!!!! JESUS É MAIS!!!! UHUUUUUUUU...

Quais conclusões devemos tirar dessa situação?

1 – Booking, seu lindo, seu atendimento é realmente de primeira, a começar pela atenção que sua funcionária me deu e a terminar pela resolução THE FLASH do meu problema;

2 – Hotel de NY que me concedeu a dádiva do cancelamento sem custos (Radisson Martinique on Broadway), que Deus te dê prosperidade e que seu negócio decole e domine o mundo;


3 – Antes de finalizar qualquer coisa que envolva seu cartão de crédito LEIA UM MILHÃO DE VEZES PARA TER CERTEZA QUE NÃO ESTÁ FAZENDO UMA MERDA. Talvez você não tenha tanta sorte, né?!