terça-feira, 12 de setembro de 2017

Grange Park

No último domingo, eu e o Kalil decidimos sair do ninho e fazer algumas coisas em Downtown.

Almoçamos no Chipotle da Front Street e saímos andando. O centro estava relativamente vazio, pois várias ruas estavam fechadas devido ao TIFF (Toronto International Film Festival) e era nessas ruas que o pessoal estava concentrando.

Vários lugares estavam recebendo a amostra dos filmes do festival e esse era um deles.

Passamos por lá rapidinho, apenas mesmo para ver Jennifer Lawrence (cof cof cof).


Continuamos andando meio que sem rumo e decidimos passar no Eaton Center para ver uma questão do notebook do Kalil. Entramos em uma rua meio que errado e caímos no Grange Park. 
Achei tão legal isso. Eu já sabia que Toronto tinha muitos parques e etc, mas assim bem no centrão eu ainda não tinha visto.

A gente subiu a John Street até a Stephanie Street e demos de cara com o parque.
Como fomos em um domingo, o parque estava bem cheio. Tirei algumas fotos porque agora eu sou fotógrafa profissional e vou colocar aqui embaixo.

Parei no meio da rua e tirei essa foto que, modéstia a parte, ficou show (exceto por esse poste da direita que eu devia ter cortado. Só que o sinal estava abrindo e eu tirei e saí correndo para terminar de atravessar a rua).

A caminho do parque. Essa é a John Street e tem alguns restaurantes/barzinhos. Acho que vou anotar para ir em algum no futuro.

Como vocês podem ver, tem árvores espalhadas pela cidade toda. Apesar de ser uma cidade grande, eles aqui se preocupam muito com o verde.



Aqui já é a entrada do parque. Achei gracinha demais!

Tem diversas frases espalhadas pelo chão do parque e eu gostei de algumas, mas coloquei só duas aqui senão ia ficar chato de ler e etc.
"Nós sabemos de onde vem cada pessoa, e por que,
E de qual terra hostil? - Shimen Nepom"

"Amanhã, ou talvez no dia seguinte,
a neve virá
mas hoje o céu está puro, de um azul espetacular
essa é a cor das promessas - Vincent Lam"
Essa foi a minha preferida de todas que eu vi.





Esse trem azul lá no fundo eu procurei saber o que é, mas não consegui achar nada na internet. Desculpa pela informação faltosa.



Olha a minha queridinha CN Tower lá no fundo.



Olha o playground. E tava bem cheio.
Aquele prédio lá atrás eu ACHO que é de alguma faculdade, mas vou ficar devendo a informação de novo. Prometo que da próxima vez vou procurar saber informações mais precisas do lugar.

O lugar é bem legal e, claro, super seguro e limpo. Gostei bastante. Fiquei parecendo criança com a máquina e toda feliz. 

Essa realidade que eu estou tendo aqui é muito diferente da que eu estava acostumada. Em BH nós praticamente temos apenas a Praça da Liberdade e aqui a gente vê vários parques pequenos espalhados e todos muito bem cuidados. Isso tem me impressionado muito.

Eu estava pesquisando aqui na internet e tem um site sobre esse parque. Eles fizeram um projeto em que o parque começou a ser revitalizado em 21 de março de 2016 e foi terminado em Junho de 2017, super novo.
O que eu achei bem legal também é que o site pede desculpas e agradece a paciência dos moradores do bairro pelo tempo que o parque ficou em obra. 

Bom, é isso. Estou querendo sair com a máquina na rua mais vezes e tirar mais fotos, ta?! Então aguardem mais posts desse estilo que, na minha opinião, são os mais legais. Adoro ler posts de lugares e com fotos.

Então é isso! Beijo!




sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Acaba a saga do celular

E finalmente a espera chega ao fim!!! Vou contar o que aconteceu com celular e é uma boa dica para pessoas que tem o Iphone ou mesmo qualquer aparelho da Apple.

Eu usava o celular no Brasil normalmente e tinha a tal senha da Apple Store que é formada por letras maiúsculas e minúsculas e números. Eu sempre usei a mesma, mas ela ficava salva, eu não precisava inserir ela. O ITunes eu nunca usei porque acho o sistema péssimo e muito complicado e passei a perder completamente o interesse em aprender depois da chegada do Spotify. 

Quando eu cheguei aqui, a gente foi olhar um plano para o celular. Como eu e o Kalil fizemos o processo juntos, ela fez os dois ao mesmo tempo, ou seja, incluiu os dois nos planos, foi gerado o número do telefone e explicando para nós como tudo funcionava. Ela pegou meu celular e tirou o chip do Brasil e colocou o chip daqui. Quando ela ligou o telefone, a Apple pediu o meu Apple ID (que é meu email de sempre) e a senha. Aí veio a merda. Qual era a senha? Falei com o Kalil: "Mo, não sei qual é não.". Ele falou: "Senta ali e descobre porque você precisa dela para acessar seu telefone". Me sentei e comecei nos achômetros. Tentei algumas possíveis senhas e não aceitou. A Apple deixa você tentar seis vezes, após isso bloqueia o acesso, e quando eu digo acesso, eu digo O TELEFONE. 
Até aí tudo bem. A moça disse que eu tinha que entrar em um computador e tentar reinicializar minha senha no site da Apple. Saímos da loja e fomos fazer outras coisas que tinham que resolver.

Chegamos em casa a noite, era por volta das seis da tarde. Entrei no site da Apple (https://iforgot.apple.com) e iniciei o processo de reinicialização da senha. Porém, o que eu JURO que não sabia e não tive a inteligência de pensar, o sistema pede um telefone de confiança que foi escolhido LÁÁÁÁÁÁ atrás quando você se cadastra na Apple. Qual o telefone que estava cadastrado? O meu do Brasil. E onde estava meu chip? No lixo da loja do shopping. O Kalil ligou lá e pediu para falar com a moça, mas ela não estava no momento. O Kalil explicou o acontecimento e pediu para a moça que atendeu que verificasse se o chip ainda estava em cima da mesa ou algo assim. Ela ficou de olhar e retornar e isso já tem 20 dias.

O que tinha para ser feito? Tentei a segunda opção que a Apple dá que é de fornecer o número do cartão de crédito. Feito isso, recebi um email de que receberia um retorno em 72hrs, 72hrs essas que se iniciaram no dia 23 de Agosto e que deveriam terminar no dia 26 de Agosto.
No site da Apple tem uma opção que você pode pedir para um atendente te ligue para você conversar diretamente com um ser humano (Até onde eu sei, quando você está no Canadá e nos EUA tem a opção de ligar imediatamente, ou no máximo 15 minutos. No caso do Brasil, você agenda essa ligação para um ou dois dias). O ser humano indiano ligou (indianês pelo telefone, imagina a facilidade para conversar) e o Kalil conversou com o cara. Ele disse que esse processo acontece em outro setor e que teria que esperar realmente o prazo informado, que se foi dito que em 72hrs receberíamos um retorno, em 72hrs realmente receberíamos, mas que bom que era só esse prazo porque algumas situações demoram até duas semanas. Pensei com meus botões: "Duas semanas?? Eu morria!!!"

***Vou abrir um parênteses aqui: a vida é mesmo muito engraçada, ne?! A gente imagina certas situações e pensa que nunca sobreviveria a elas e quando você as vive vê que você é mais forte do que imaginava.
Por que estou dizendo isso?
PORQUE O PROCESSO DEMOROU DUAS SEMANAS E MEIA!!!!!! As 72hrs pedidas inicialmente foi, COM TODA A CERTEZA DO MUNDO, para zoar com a cara do consumidor, foi para ele ficar feliz e depois a Apple dar uma vassourada na sua cabeça e rir alto da sua desgraça.***

Voltando...
No fim das 72hrs, dia 26 de Agosto, eu recebo um email falando que eu deveria aguardar até dia 06 de Setembro às 19:10 que eles iam entrar em contato comigo para finalizar o processo de recuperação OU pedir mais alguma informação necessária.

Eu surtei nesses dias!!! Vocês não tem noção do que foi passar esses dias sem telefone.

Entretanto, nesse meio tempo, a gente entrou em contato com a Apple de novo explicando que éramos novos no país, que eu precisava de telefone para procurar emprego e etc. O cara que atendeu falou para a gente tentar novamente lembrar da senha e tentar fazer dessa forma, porque as tais duas semanas tinham que ser respeitadas, não era possível pedir urgência nem nada.
O Kalil, CLARAMENTE, perguntou para o cara se isso atrapalharia o processo já iniciado, e o cara, FILHO DE UMA ÉGUA, disse que não, que o processo continuaria normalmente. 
O que fizemos: liguei para meus pais no Brasil, pedi para eles irem até a Vivo com a procuração que deixei para eles e pediram o chip. Colocaram em um celular velho que tinha lá e eu tentei de novo. Mandei o código para o celular que estava com meus pais, eles me passaram o tal código, eu tentei outras senhas e mesmo assim não conseguimos. 
Como eu não tinha outra opção, amarguei pelo prazo e esperei tentando achar toda a paciência de dentro de mim para eu não matar o pobre do marido com o meu mau humor.

No dia 06 de Setembro, um dia lindo, era o que eu esperava, às 19:00 coloquei o celular enfermo para carregar. O que um telefone sem bateria faz quando você coloca ele para carregar? Ele liga, é dele, ele faz isso.
Fiquei esperando a ligação. Distraí com a vida e quando deu 19:30 eu me assuntei e gritei: PQP, ELES NÃO LIGARAM.

Kalil ligou para a Apple de novo e o que aconteceu? 
O PROCESSO FOI CANCELADO QUANDO PEDIMOS PARA ENVIAR O CÓDIGO PARA O CELULAR QUE ESTAVA NO BRASIL.
Gente, pelo amor do Senhor Jesus Cristo, porque o cara maldito não falou que a gente não podia mexer em nada mais? Por que ele deu certeza que o processo ia continuar?

Vamos às explicações, people, porque assim como eu não sabia muitos de vocês provavelmente não sabem porque simplesmente não está escrito em lugar nenhum:

- o processo de segurança da Apple ID funciona com duas verificações: o número de confiança QUE NÃO PODE SER MESMO DO TELEFONE e a senha
- quando você esquece a senha, um código é enviado para o seu número de confiança e o prazo para recuperação fica bemmmmmmmmmm menor
- o setor responsável pela recuperação das senhas não são formados por pessoas, é o sistema da Apple, eles trabalham sem interferência humana, então não é possível ninguém fazer nada
- e, para finalizar, uma vez inicializado o processo de reinicialização de senha a pessoa não pode mais sonhar em acessar a conta senão o processo é cancelado, não pode sequer LIGAR O TELEFONE. Isso tudo porque o sistema automatizado entende que, uma vez que você tentou acessar novamente ou ligou seu telefone (mesmo que bloqueado), você já tem o telefone disponível e que o processo de recuperação não é mais necessário.

O Kalil ficou mais de uma hora com o cara no telefone, foi transferido de setor para conversar com outra pessoa e no final das contas o que foi dito:

- o processo teria sim que ser reinicializado
- tudo o que estava no meu celular não poderia ser acessado, mas também não seria perdido
- resetar o celular não ia resolver nada, eu ia perder tudo o que tinha lá dentro mas mesmo assim eu não teria acesso a ele
- uma vez que o processo é automatizado, o suporte não sabe nem falar qual o prazo para a recuperação
- se eu tivesse acesso ao número de confiança, o prazo de duas semanas diminuiria a menos da metade

A opção que eu tinha era jogar o telefone fora ou iniciar a recuperação.
Iniciei a recuperação e, PASMEM, em 24h eu estou com acesso ao telefone de novo.

Eu sei que o post ficou imenso, mas eu só quero finalizar que eu passei a ter uma birra imensa da Apple. Essa dificuldade de resolver uma coisa relativamente simples me tirou do sério. Como é possível eles não saberem informar prazo porque o setor é automatizado? Caguei pra isso!!! Isso é u absurdo. 
"Ah, mas se roubarem seu telefone ninguém acessa nada e a pessoa vai ter um peso de porta".
Grandes coisas, ninguém me roubou e mesmo assim eu não conseguia acessar nada e por pouco não virou um peso de porta.

Mas agora já resolveu tudo. Juro que não esqueço mais a maldita senha, coloquei o número do Kalil como o número de segurança e minha vida voltou a ser linda.

É isso! Quem leu até aqui tem que ganhar um prêmio, e esse prêmio vai ser um conselho: anote suas senhas e pense bem antes de adquirir um aparelho da Apple, ok?!

Fuiz!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Humber Bay qualquer coisa

O marido está na aula, eu não tenho o que fazer porque já desmaiei duas horas no sofá, já fucei a internet, já comi e já vi TV e tenho um parque na frente do prédio... Decidi levantar do sofá e conhecer alguma coisa nessa cidade gigantesca.

O nome do parque é Humber Bay qualquer coisa e eu só conheci um pedacinho porque começou a chover e eu tive que voltar correndo para o apartamento, então vou deixar algumas fotinhas aqui para vocês verem um pouquinho do que eu vi.


Esse é o conjunto de prédio que estamos ficando. Ele fica em frente ao parque.





E ele fez pose para mim!!!! Coisa fofa

Bay é baía, então esse parque é uma baía, e em baías costumam ter barcos, ne?!



















Eu estava andando com minha máquina no pescoço e o senhorzinho me parou com o maior sorrisão: 
"Você pode tirar foto deles, se quiser!"
Eu tirei e ele ficou todo orgulhoso. Deve ter pensado: "Meus meninos vão ficar famosos!" hahahahahha
Eu acho que ouvi ele chamando esse da esquerda de José.




Me senti meio fotógrafa com esse post, para ser sincera hahahaha... Sei que as fotos não ficaram NADA profissionais, mas gostei de como ficaram, principalmente porque eu consegui passar realmente como é o parque.

Eu tentei sair para fazer algumas coisas sozinhas já que o marido não vai poder ficar comigo o tempo todo e eu não tenho amigos (lonely), mas eu não sei fazer essas coisas, sair sozinha é meio chato, não tem com quem comentar nem reclamar de nada. Porém vou ter que aprender, porque não posso procurar emprego enquanto eu não tenho celular (assunto para outro post) e o Kalil tem aula de segunda a quinta. Tenho uma listinha de lugares que eu quero ir, então vamos ver, ne?!

Amanhã ele não tem aula e queremos ir em um Outlet aqui para eu comprar uma bota para o inverno. Vou tentar tirar umas fotos e fazer um post com minha opinião, ok!?

Falows, beijo!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Primeiras impressões sobre o Canadá

Sei que estamos apenas há duas semanas no país e que ainda não é possível ter uma visão tão ampla das coisas por aqui, mas queria fazer um post sobre esse tema para que, assim como todos os outros, eu possa ler sobre o assunto e comparar a opinião com o passar do tempo.

Antes de vir para cá eu li muito blogs sobre pessoas que moravam aqui e muitos deles falavam sobre essas impressões que os brasileiros tinham do Canadá. Esse assunto é muito abordado por todo mundo principalmente porque as coisas aqui são muito diferentes do Brasil, muitas vezes para melhor e muitas vezes para pior, assim como todos os lugares.

  1. O clichê país de imigrantes

O principal assunto abordado por TODO MUNDO que vem para cá é como esse título de PAÍS DE IMIGRANTE pode ser realmente visto na rua todos os dias.
Eu sempre achei que chegaria aqui e veria um país igual o nosso, ou seja, cheio de descendentes. Mas eu JURO que nunca imaginaria que era EXATAMENTE como todo mundo falava. O país realmente é de imigrantes. Eu nunca ouvi tanta conversa em línguas que eu não consigo imaginar de onde sejam. Pessoas vestidas das maneiras mais esquisitas diferentes. São tantos sotaques do inglês que praticamente já foram criados vários ramos diferentes da língua. Assim como existe o portunhol, que é a mistura de português com espanhol, já foi criado também o chinglês (chinês com inglês), o portuglês (português com inglês), o russês (russo com inglês), o japonglês (japonês com inglês), o indianês (o MAIS DIFÍCIL DE TODOS, indiano com inglês) e por aí vai (isso tudo é invenção minha, ta, people?! Esses nomes aí não existem não). Se você achava que tinha um inglês bom, you know nothing, Jhon Snow, porque aqui você vai sentir que não sabe nada.

Agora, não é só de língua estranha na rua que vive o Canadá não. As opções de restaurantes de comidas de outros países é coisa de outro mundo. Enquanto no Brasil nós temos comida japonesa, chinesa, indiana, australiana (Outback S2), americana, aqui no Canadá tem restaurante de comida do Nepal (ainda vamos em um para ver qual é a culinária deles), da Coreia, da Irlanda, do Senegal, do Egito, da Grécia, e por aí vai. Isso é muito legal!! Praticamente a única comida típica canadense é o tal do Poutine, que é delícia, que nada mais é do que uma batata frita com caldo de carne jogado por cima com queijo, mas essa coisa de ter TANTAS opções de comida do mundo todo transforma a comida típica do Canadá na comida do mundo todo. Quer dar a volta ao mundo pela culinária? Vá para um país de imigrantes.

        2. O frio

É verdade que no Canadá só faz frio? É sim!!! Hahahahahah Tá, é mentira, não é não. Aqui também faz calor, um calor insuportável pelo que já li na internet. Só que, esse ano em específico, algumas pessoas comentaram que o verão foi um pouco atípico já que o sol não esturricou nada por aqui, pelo menos em Toronto. A temperatura aqui está amena, parecido com o inverno do Brasil (não o inverno desse ano!!).

Lá atrás, quando a gente começou a se planejar para vir, eu disse para o Kalil para a gente vir no meio do ano para que meu corpo começasse a se acostumar com a queda gradual da temperatura para eu não ter um surto psicótico e físico quando o inverno realmente aparecesse por aqui. Para quem não sabe, eu e o Kalil viemos para cá para que o Kalil estudasse, fizesse um College (faculdade) e eu trabalhasse. O semestre aqui é diferente, depois explico melhor, mas ele começa em Setembro, em Janeiro/Fevereiro, se não me engano, e em Maio, então a gente tinha mais ou menos Agosto, Dezembro ou Abril como opções de vir para cá. Com todo o planejamento da forma como fizemos, a carta de aceitação veio para as aulas que se iniciariam em Setembro, então viemos em Agosto. Eu sinceramente acho que foi uma decisão muito acertada, porque, apesar de eu estar com frio, nada se compara com o inverno esse ano em Belo Horizonte. É só eu colocar um casaquinho fino que tá tudo bem. É claro que estamos acostumados com um verão de suar a suvaca, mas ta tudo certo, bom que eu evitei de ouvir o Kalil reclamar do calor na minha orelha o tempo todo.

         3. O trânsito

O trânsito daqui de Toronto é uma reclamação constante nos blogs. “Os motoristas são uma bosta”, “os streetcars atrapalham o trânsito”, “o metrô não acessa a cidade toda”, “no verão tem muita obra nas vias e deixam o trânsito caótico”, e mais um tanto de blá blá blá.

Até onde eu pude ver por aqui, o transito realmente é uma grande bosta por vários motivos. Eu e o Kalil estamos usando transporte público todos os dias, porque não temos carro, mas como alugamos assim que chegamos para fazer o transporte das poucas malas do aeroporto para o apartamento e depois do apartamento inicial para o apartamento que estamos agora (e que se transformou na nossa casa por algumas horas, o carro, tá, não o apartamento), podemos falar que tivemos experiência em todos os ramos possíveis de transporte, então vou falar de cada um separadamente.

                  Dirigindo em Toronto

Vocês não conseguem conceber o que é dirigir nesse lugar. Eles tem umas regras de trânsito muito sem noção, mas que de alguma maneira funciona nesse lugar. Primeiramente que a direita é sempre livre (a não ser quando a via não permite a conversão), ou seja, mesmo se o seu sinal tiver fechado você está liberado para virar à direita. Aqui tudo é sinalizado, então tem sinal para carros e para pedestres em todos os lugares e não apenas no centro. Logo, quando a sua via está com o sinal verde e a transversal está vermelho, quer dizer que quando você for virar a direita o sinal do pedestre estará aberto, certo? Estão me acompanhando? Então como funciona a direita livre: o sinal, seja para pedestre ou para o carro, sempre deve ser respeitado, SEMPRE! Não existe essa de ser três horas da madrugada e não vem carro/pedestre, você tem que ficar parado no sinal vermelho e esperar ele ficar verde para ir. (Definitivamente estou me embolando para explicar essa confusão, e calma que ainda piora). Então, a direita sempre é livre mas o sinal do pedestre está sempre aberto, logo, antes de você ir você tem que esperar passar TODOS OS PEDESTRES. Uma vez que ele pisa na faixa, você está PROIBIDO de virar, se ele está no meio do quarteirão chegando, espera ele atravessar, meu filho, senão pode dar merda (nada de policiais na rua e multa propriamente, mas se caso o pedestre correr e você atropelar ele, se prepara para se arrepender). Finalizando, a direita sempre é livre mas ao mesmo tempo ela não é. Imagina a praça sete entre cinco e seis da tarde em que não pode existir um fluxo contínuo de conversão à direita? Pois é, o trânsito para, e ta aí um dos motivos do porquê o trânsito aqui é péssimo.

Ainda sobre as regras de trânsito esquisitas, pensa comigo: na direita da Amazonas os carros seguem para Contagem e na esquerda os carros seguem para o centro de BH. Agora imagina o cruzamento entre Amazonas e Contorno. Se alguns cidadãos que estão da Contorno sentido Savassi querem seguir sentido Centro, o que elas fariam? Seguiriam um pouco para a frente da Contorno, iriam ligar a seta a DIREITA e fazer um retorno para pegar a Amazonas, certo? Sabe como funciona aqui? Esse pequeno retorno simples que é uma rua que você dá a volta no quarteirão não existe. Você para na via COM A SETA LIGADA para a esquerda na pista da esquerda e espera a via da Contorno sentido Centro parar de passar carro para você fazer sua conversão, ou seja, os dois lados da Contorno estão com o sinal verde, mas a conversão para esquerda só pode acontecer se não vier carro no sentido oposto e você conseguir virar. Estão conseguindo acompanhar a merda que é? Agora imagina isso no centro da cidade, que as ruas só tem duas pistas: a pista da direita livre só pode entrar à direita se não vier pedestre, e a pista da esquerda só pode entrar à esquerda se não vier carro no sentido contrário e você conseguir virar. É difícil de entender? Imagina de dirigir por aqui.

                  Transporte público

Aqui existem os seguintes meios de transporte público: os metrôs, os ônibus e os streetcar (são “bondinhos” elétricos com trilho e com cabos.

O metrô, apesar de muita gente achar que é péssimo porque não é cabuloso igual o de São Paulo, eu acho muito bom, principalmente porque a gente praticamente não tinha metrô em BH, né?! Ele acessa os principais pontos da cidade por duas linhas, a 1 e a 2. Enquanto a linha 1 acessa em formato de U o norte e o sul da cidade, a linha 2 acessa o leste e o oeste em linha reta. As duas linhas se cruzam em certos pontos e é possível baldear de uma para a outra.

Os ônibus, entretanto, acessam todos os pontos da cidade e é muito bom. A maioria deles é bem novo (acho que eles estão trocando todos) e é possível pagar apenas uma passagem acessando diferentes linhas de ônibus em um determinado tempo. Na verdade, essa possibilidade acontece com todos os transportes: é possível pegar um ônibus, dois metrôs e um streetcar pagando apenas uma passagem se você usá-los de forma consecutiva para chegar em seu destino final.

Os streetcar são opções para as áreas mais centrais da cidade e nos bairros ao redor do centro. Eu andei algumas vezes e achei normal, igual os ônibus, a única diferença, e que ajuda a ferrar mais o transito já que eles são fixos no chão, então não existe possibilidade de eles mudarem de faixa para o transito fluir mais e, para piorar, as linhas do streetcar são na rua mesmo, não tem uma via para eles, e eles passam na faixa do meio, então quando ele tem que parar para pedestres subirem ou descerem, nenhum motorista pode sequer pensar em ultrapassá-lo pelo direita, porque, uma vez que o streetcar para, todos os carros tem que parar. O problema aqui se repete com a questão de dirigir em Toronto: as vias do centro tem apenas duas pistas, então se a conversão para a direita para, a conversão para a esquerda para ou se o streetcar para, todo o transito para. Eu acho que eles fazem isso para as pessoas usufruírem mais dos transportes público. Carro aqui só a longo prazo, porque dirigir no centro é realmente insuportável.


            4. A educação canadense

Achei um pouco ilusório essa questão da educação. Pelo menos aqui em Toronto, uma das maiores cidades do Canadá e mais populosas, a educação é bem meh. Como o país é de imigrantes, aqui você não vê apenas canadenses, então tem diversas culturas pela rua e muitas delas são mal educadas. Não vi na rua aquele famoso “sorry” que todo mundo fala que tem por aqui, achei bem cara de cidade grande em geral.


            5.  A segurança

Ahhhh, Canadá seu lindo, não sei se você sabe, mas deixei minha família, meus amigos e meu calor no Brasil por causa da segurança, viu? E para dizer a verdade, você não está me decepcionando em nada.
Há um tempo atrás eu li em blog de uma brasileira que veio para cá uma coisa que eu nunca esqueci: “a coisa mais difícil de se acostumar no Canadá é com a segurança, é largar o medo de lado e se sentir seguro”. Estou sentindo isso na pele. Apesar de eu e o Kalil estarmos encarando o metrô a noite, andar na rua a noite, mexer com o celular em qualquer lugar, eu ainda fico olhando por cima do ombro e com medo de muita gente, mas garanto que é medo de brasileiro mesmo, porque por aqui as coisas não funcionam como no Brasil. Apesar de eu não ver NENHUM CARRO DE POLÍCIA na rua, policiais andando pelo centro e nem nada disso, não vejo nada acontecendo. Já vi muita gente falando que o maior índice de roubos aqui é no verão e é FURTO de bicicleta (para que não sabe, furto é quando uma pessoa pega alguma coisa sua sem uso de violência ou grave ameaça, ou seja, você deixa sua bicicleta no bicicletário e quando volta pra buscar ela não está lá mais), e acontecem maior menos 2.000 furtos de bicicletas por ano. Acho que conseguimos sobreviver com isso, ne?!


            6. O path

Para quem não sabe, Toronto tem uma “cidade subterrânea” criada para o inverno tenebroso que tem por aqui. Antes de eu conhecer Toronto, pela forma como todo mundo falava nos blogs, eu imaginava que ia chegar por aqui e ter LITERALMENTE uma cidade subterrânea com ruas, com carros, com lojas e etc, mas não é isso não, ta?! A tal da cidade subterrânea nada mais é do que ligações entre vários prédios, geralmente no centro da cidade, por um túnel que liga um ao outro por baixo, subterrâneo, ou por corredores no meio/alto dos prédios. Essas ligações são os famosos PATHs. Esse trem é realmente muito cabuloso de bom, gente. Eu e o Kalil estávamos numa praça de alimentação há uns dois ou três quarteirões de um prédio que íamos visitar um apartamento. Sem precisar sair ao ar livre, a gente acessou o tal prédio, tem noção disso? Nada de muvuca da rua, nada de frio/calor/chuva, nada esperar o sinal do pedestre abrir para atravessar a rua. É realmente uma coisa de louco de tão útil que é esse troço. O mundo todo deveria aderir a ele.


            7. Saúde canadense

Sei que estou falando demais, mas esse é o último tópico do post, prometo.

No momento do pagamento da matrícula do College do Kalil tem uma cobrança de “plano de saúde” junto com as taxas do curso em si. Quando eu e o Kalil descobrimos isso, ficamos extremamente felizes, porque como sou esposa dele, paga-se uma taxa e os dois ficarão cobertos pelo plano.
Nós lemos sobre o que cobre, especialidades, exames, remédios, clínicas e ficamos realmente satisfeitos com o que era incluído.

Aí chegamos aqui e fomos sair com um casal de amigos. No meio da conversa surgiu esse assunto sobre o pano de saúde. Eles vieram igual eu e o Kalil, um para estudar e um para trabalhar. O que veio para estudar também pagou o tal seguro saúde e disse que ele não é opcional, ele é obrigatório mesmo se você quiser usar o serviço público de saúde. Aí eu pensei: “quem vai querer usar o plano público, gente?!”. A resposta? Todo mundo. Eles disseram que o serviço público daqui é MUITO melhor que esse seguro que os Colleges “oferecem”. Aqui não tem essa de plano de saúde privado estilo Unimed e Bradesco não, aqui todo mundo usa o serviço público porque ele é ótimo e pode ser, inclusive, comparado com os planos particulares do Brasil. Tem algumas particularidades diferentes do que estamos acostumados, mas como ainda não usei não posso falar, mas que é sensacional isso é!!!

Bom, people, acho que já deu de escrever, ne?! Depois eu escrevo mais para que vocês possam conhecer um pouquinho de como as coisas funcionam por aqui.

Um beijo!!

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Mercado imobiliário em Toronto

Inicialmente, quando eu estava para vir para Toronto, eu pensei em começar a alimentar meu blog com mais frequência porque é uma forma legal de desabafar sobre as coisas aqui e a vida que estaríamos começando a viver e principalmente para eu ler isso aqui depois de uns anos e ver por tudo que eu passei assim que eu cheguei aqui.

Pensei inclusive em ir escrevendo as coisas em uma certa ordem: nossa saída do Brasil, a chegada aqui, os primeiros pepinos, mas é tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que é difícil sentar todos os dias para escrever como um diário, então decidi começar os posts aqui no blog sobre a fase Canadá na minha vida e o primeiro grande problema e a impressão que isso tem me passado.

Eu sou uma leitora assídua de blogs e sou uma telespectadora diária de Youtube, sobre assuntos que me interessam, LÓGICO, então podem ter mais que certeza absoluta que antes de eu vir para cá eu pensei que tinha tudo "nas mãos" e que eu não ia me assustar com nada aqui referente, por exemplo, ao aluguel de apartamento. Eu sabia que os preços eram bem diferentes dos que a gente vê no Brasil apesar de essa realidade não ser uma realidade da minha vida propriamente já que eu morava na casa dos meus pais e nunca saí por Belo Horizonte procurando um lugar para alugar, mas a gente sabe mais ou menos como anda a vida na nossa cidade, ne?!
Porém, apesar de saber que Toronto, que é onde eu estou agora e onde eu estou vendo a realidade verdadeira, está muito procurada e saber que aqui está passando por uma valorização CABULOSA do mercado imobiliário muito pelo fato de o Canadá estar abraçando estudantes e trabalhadores do mundo todo e de ser uma cidade espetacular em várias áreas profissionais, eu NUNCA imaginava a dificuldade absurda de achar um lugar aqui. 
Eu, pessoa organizada com as finanças e doente de ter tudo 100% programado na vida, estou entrando em parafuso. As pessoas que me conhecem no meu dia a dia viam como eu era no dia do pagamento do meu salário. Eu abria a agenda onde ficavam todos os pagamentos daquele mês, sacava meu dinheiro e ia separando com clips e com um bilhetinho cada pagamento que eu tinha que fazer, fosse cartão de crédito, salão, faxineira da minha casa ou algum valor que eu tinha que passar para alguém. Então, antes de vir eu fiz MAIS OU MENOS um planejamento para o pagamento de aluguel de apartamento, mas quando chegamos aqui tivemos que conversar e decidir aumentar o valor TRÊS VEZES. Vocês tem noção disso?
E não é só isso. Dentro dos novos orçamentos a gente tem muita dificuldade de achar um lugar e de agendar uma visita.

Eu realmente não sei como eram agendadas as visitas em apartamentos no Brasil, mas aqui pede-se 24h. Aí a dificuldade é: hoje o apartamento está disponível, a gente tenta agendar a visita e temos a resposta que o apartamento acabou de ser alugado. E isso não aconteceu uma vez não, aconteceu umas oito vezes e menos de uma semana.
Tivemos que arrumar uma corretora para nos ajudar. Aí ela separa alguns lugares e nos manda. A gente escolhe e ela tenta agendar uma visita. 
Em uma dessas visitas, a gente se encontrou na porta do prédio e ela disse que já tinham DOZE PESSOAS brigando por aquele apartamento. No final das contas a gente nem quis conhecer porque infelizmente não podemos competir, a gente não pode oferecer mais do que nosso orçamento. Aí não conhecemos o tal apartamento de ouro. Quando a corretora ficou sabendo sobre o fechamento do aluguel, ela nos disse que foram DEZOITO pessoas brigando por aquele apartamento e que no final quem venceu o leilão tinha oferecido SETECENTOS FUCKING DÓLARES a mais do que o dono do apartamento tinha pedido. 
Entendem a loucura que estamos vivendo aqui? E vocês devem estar pensando: "ahhhh, mas o apartamento devia ser sensacional!"
Não, gente, não era. Era um estúdio, em um bairro ok e pequeno, nada como os apartamentos que vemos no Brasil. 

E não é apenas isso. A gente vive no Brasil a vida toda então a gente tem coisas que não temos por aqui e que são exigidas na hora de alugar um lugar, por exemplo histórico de crédito. Aqui a gente é recém nascido que não tem nada, muito menos uma referência para nos indicar em algum lugar, aquele famoso: "Eu tenho um conhecido que tem um apartamento para alugar. Vou te indicar e falar que te conheço. Às vezes ajuda."
Aqui não existe isso. A gente não conhece ninguém e ninguém conhece a gente, ninguém confia na gente.
Estamos com um possível aluguel encaminhado. É no centro, exatamente o que eu sempre sonhei, mas o apartamento é MUITO pequeno, e quando eu falo pequeno eu não consigo mensurar para vocês quão pequeno é. Ele tem 44m2, vocês tem noção do que é isso? É um apartamento de quase dois mil dólares por mês que mede menos de 50m2. Tudo bem que ele fica a poucos passos de uma estação de metro, a maioria das coisas vamos fazer a pé, tem uma academia CABULOSA no prédio, piscina, sauna, e está incluído aquecimento, ar condicionado e água. As únicas coisas que teríamos que pagar seriam a eletricidade, que aqui não passa de 80cad, internet e TV.

Ta, não quero parecer reclamona, mas eu sou reclamona e o que me faz me sentir bem é reclamar, parece que sai um peso das minhas costas.

Só quero terminar pedindo que rezem por nós hahahahahahha Brincadeira, não é para tanto. Sabemos que vai ser difícil, mas quando é difícil é mais gostoso, né?! Já estamos colecionando perrengues por aqui e tudo isso será transformado em histórias para serem contadas.

Eu só queria deixar registrado o quanto eu estou ABSURDADA com isso aqui, é simplesmente tão diferente da nossa realidade no Brasil. Como diz o Kalil, no dia que estiver tudo bem e que pudermos nos considerar realizados profissionalmente e financeiramente será o dia que pudermos comprar NOSSA casa e um ape para alugar, porque COM CERTEZA teremos vencido na vida.

Mas é isso, people! Se eu não reclamasse sobre alguma coisa não seria eu, ne?! Mas é isso aí. Espero conseguir um apartamento logo e poder tirar foto para vocês verem.

Beijo e fui!

Obs.: sei que o post está meio bleh, principalmente porque não tem foto nem nada, mas estou sem celular e não tenho como tirar foto, mas isso é assunto para outro post de outro pepino.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Booking e sua presteza e agilidade na ajuda ao consumidor

Quem nunca fez uma merda tão merda que não deu vontade de socar a si mesmo? Pois é, eu não sou diferente. 

Estava olhando hotéis para meus pais em New York apenas para reserva futura, apenas por diversão. Decidi reservar um quarto para consultas futuras e para o caso de se decidirem FUTURAMENTE se gostariam daquele hotel ou não. Ocorre que... o que eu fiz? 

RESERVEI UM QUARTO COM CLÁUSULA DE NON-REFUNDABLE!!!! 

E qual o valor para o caso de cancelamento de reserva ou alteração? 

Seis FUCKING mil reais!!! 
(Como coloco emoji de palmas aqui???)

O que eu fiz dois minutos depois de confirmar a reserva? Surtei! Comecei a suar e a tremer. Como eu ia pagar R$6mil para cancelar esse trem, Jesus?? Meus pais, lindos que só eles, tentaram me acalmar falando que qualquer coisa eles ajeitavam a viagem para esses dias e esse hotel e etc, mas não era justo, afinal de contas a gente está começando a organizar tudo agora.
Depois de tremer por dez minutos, liguei pro santo do meu marido e ele disse para eu mandar um e-mail para o Booking informando que eu tinha feito a reserva errada e que tinha menos de meia hora que tinha feito a burrada, era para eu explicar tudo e esperar o retorno.
Mandei o maldito e-mail e fiquei aguardando por dez minutos. É LÓGICO que eles não iam responder em dez minutos.
Como eu sou eu e não consigo esperar para ter as coisas resolvidas e acrescido do fato de que eu não conseguia parar de tremer, arrumei o telefone do SAC do Booking (0800 0474-429) e liguei lá.
Conversei com uma moça chamada Thais que foi tão fofa e atenciosa que se eu soubesse o endereço dela provavelmente mandaria uma caixa de bombons em agradecimento.
Expliquei tudo o que aconteceu e frisei que a reserva incorreta tinha sido feita há menos de uma hora. Ela disse que tentaria entrar em contato com o hotel por telefone e me pediu para aguardar na linha.
Depois de um minuto ela volta e me informa que os dois telefones que tinham no cadastro do hotel no Booking não foram atendidos. Me informou ainda que estava encaminhando um e-mail para o hotel com a solicitação do cancelamento e pedindo que fosse efetivado sem custos, por se tratar de uma reserva realizada erroneamente há pouquíssimo tempo. Me passou um prazo de 48h para retorno e que, se após esse prazo eu não recebesse nenhuma resposta, eu deveria entrar em contato por telefone novamente e que, informando o código da reserva e o pin gerados automaticamente no ato da reserva, o atendente reconheceria minha solicitação de cancelamento.

Rezei para o hotel ter pena da menina burra e dormi. No dia seguinte, acho que abri o email antes de acordar e nada de resposta. Cheguei no serviço e... 
ELES CANCELARAM SEM CUSTOS!!!! JESUS É MAIS!!!! UHUUUUUUUU...

Quais conclusões devemos tirar dessa situação?

1 – Booking, seu lindo, seu atendimento é realmente de primeira, a começar pela atenção que sua funcionária me deu e a terminar pela resolução THE FLASH do meu problema;

2 – Hotel de NY que me concedeu a dádiva do cancelamento sem custos (Radisson Martinique on Broadway), que Deus te dê prosperidade e que seu negócio decole e domine o mundo;


3 – Antes de finalizar qualquer coisa que envolva seu cartão de crédito LEIA UM MILHÃO DE VEZES PARA TER CERTEZA QUE NÃO ESTÁ FAZENDO UMA MERDA. Talvez você não tenha tanta sorte, né?!

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Quanto gastei na minha viagem pra Orlando

Nesse post vou falar dos gastos que a gente teve em Orlando e que basicamente serão os mesmos na viagem de qualquer um, talvez uma coisinha ou outra seja diferente, mas será basicamente a mesma coisa. Entretanto, haverá diferença nos valores, porque fomos há dois anos e meio atrás e, além da atualização dos serviços, o dólar estava mais ou menos R$2,40 na época e hoje está na casa dos R$3,20, mas de qualquer forma vou colocar os valores para que vocês tenham uma ideia básica de quanto custa essa viagem.

Vale ressaltar que não sou rica e não esbanjo dinheiro, ocorre que as pessoas tem prioridades na vida, a minha é viajar, a sua pode ser trocar de carro, ou fazer compras, ou comprar um apartamento. Então, uma vez que eu decido viajar em todas as minhas férias, eu passo um ano inteiro regulando meus gastos para conseguir ter meu descanso merecido e poder fazer tudo que eu quero.

Passagem – nossa passagem saía de BH, fazia conexão em Brasília e ia direto pra Miami. A volta era exatamente a mesma coisa. Nossa companhia aérea foi a TAM que, apesar de ser péssima em voos nacionais, é excelente no voo para Miami. O avião é novo e excelente, com serviço de bordo muito bom, ótima alimentação, entretenimento em português e atendimento cortês. Pagamos na época mais ou menos 700usd, o que deu uns R$1.600,00. A passagem ainda gira em torno disso mesmo e, com paciência e pesquisa, talvez consiga achar uma promoção com preço ainda mais em conta (o problema está na cotação).


*Vou abrir um ps aqui para explicar a questão do dólar no cartão de crédito. Dependendo da forma como realiza-se uma compra, a mesma pode ser lançada no seu cartão em dólar ou em real. Se você compra uma passagem, por exemplo, em uma agência de turismo, geralmente eles já convertem o valor para real e usam a cotação do dia da compra. Entretanto, quando a passagem é comprada em um site estrangeiro não há conversão automática e ela permanece em dólar e a cotação efetiva será a do dia do pagamento da fatura. Qual a relevância disso? Quando há, e geralmente há, divergência na cotação, a diferença virá na fatura do cartão do próximo mês em forma de crédito (quando há queda no valor do dólar) ou em forma de débito (quando o dólar valoriza frente ao real). Não se esqueça que quando o valor é debitado em dólar há também incidência de 6,38% de IOF.

Hotel – escolhemos um hotel que ficava fora do complexo dos parques da Disney por causa do preço. Nós não damos muita importância para luxo, o que procuramos é um quarto/apartamento limpo, numa localização boa e com banheiro no quarto (não gosto de banheiro conjugado, sou muito fresca para isso). Levando tudo isso em consideração e o custo benefício, nos decidimos por um quarto no hotel Celebration Suites at Old Town e ficamos realmente muito satisfeitos. Caso a gente volte para Orlando algum dia (e vamos voltar! Fé em Deus!!!) com certeza cogitaríamos esse hotel. Localiza-se na International Drive a mais ou menos 15 minutos dos parques da Disney. O quarto conta com duas camas de casal, armário, tv, uma cozinha equipada com mesa, armários, cafeteira, pia, armários com utensílios, fogão, micro-ondas e geladeira. O banheiro tem um tamanho realmente interessante e possui uma banheira. No quarto também tem uma sala bem grande que acomoda facilmente mais umas quatro pessoas. Como o hotel não oferece café da manhã, o fato de ter uma cozinha nos ajudou muito. O hotel é dividido por blocos com vários apartamentos dispostos em dois andares, mais parecia um condomínio que um hotel propriamente dito porque, ao contrário do que imaginamos, não possui muros e não é delimitado. Nosso quarto ficava localizado em um bloco longe da avenida principal, então o barulho não era algo que nos incomodava. Tínhamos vaga na garagem e era bem seguro. Eu dou nota 9 para o hotel (aprendi que nunca podemos dar nota 10, o estabelecimento tem sempre que tentar melhorar em alguma coisa). Sabemos que tinha piscina em algum lugar, mas como é algo que eu e o Kalil não ligamos, vou ser sincera e dizer que nem sabia onde ficava. Eu não consegui achar o comprovante de reserva para ter certeza, mas sei que foi no máximo 700usd por 14 diárias (mais ou menos R$1.600,00 na época).

Carro – alugamos nossos carros (sim, foram dois cof cof cof) na empresa Álamo. Atendimento muito bom apesar de termos tido um probleminha (o qual foi resolvido assim que chegamos no Brasil e o valor nos foi estornado, o que eu dou muita moral, sinceramente, porque eles podiam simplesmente não fazer nada em relação ao que aconteceu). O primeiro carro que pegamos foi o que usamos em Orlando. Era um Focus branco modelo americano (diferente do modelo brasileiro). Carro realmente muito bom, com um porta malas grande o suficiente para todas as nossas malas. Obviamente o carro era automático e vinha incluída a possibilidade de dois condutores (algumas locadoras cobram pelo segundo condutor), o que foi ótimo porque eu podia dividir o volante com o Kalil também. O segundo carro que alugamos foi um Mustang vermelho conversível (já ostentei em outro post) que usamos na viagem Orlando -> Miami e para ir até Key West. O carro era lindo e luxuoso, mas não podíamos pegar estrada com o capô aberto porque o porta malas era minúsculo e várias bagagens viajaram no banco de trás (o que não pode, inclusive). Os valores foram acessíveis ao nosso orçamento, tanto que optamos por trocar de carro no final da viagem e pegar um modelo que nunca na vida teríamos oportunidade de dirigir. No Focus pagamos R$1.250,00 e no Mustang pagamos R$340,00 por duas diárias.



Tickets dos parques – as entradas dos parques da Disney eu comprei no Brasil mesmo. Pesquisei e decidi por comprar no site da Decolar, tendo em vista que eles dividiam em até 10x. Como dito anteriormente, o complexo Walt Disney World é divido em quatro parques temáticos e, apesar de parecer obvio visitar um parque por dia, existe mais de uma opção de compra. Nos decidimos por quatro dias + 1 livre em que podíamos repetir um da nossa escolha, o que totalizavam cinco dias de parques Disney. Pagamos um valor de R$777,00. O parque da Universal eu juro que não vou lembrar quanto pagamos porque compramos diretamente da bilheteria. Sinceramente não sei porque não compramos daqui mesmo, porque o Decolar também vendia, mas sei que era mais ou menos o mesmo valor, talvez um pouco menos. Então vamos considerar que pagamos R$700,00.

Ticket jogo de basquete – se você for em época de campeonato da NBA, é obrigatório incluir um jogo no seu roteiro. Quando fomos, olhamos certinho quais jogos teriam e quais dias e fizemos a compra do ticket do Brasil mesmo. Já disse anteriormente que não importa onde você compre seu ingresso, porque em qualquer local do estádio terá uma vista espetacular de todo o jogo. Escolhemos assentos um pouco distante da quadra e compramos no ticketmaster por 35usd (R$84,00). Realmente imperdível.

Ticket Cirque du Soleil – o Kalil não tinha ido em nenhum espetáculo do Cirque du Soleil e eu disse para ele que a gente não podia deixar de ir de jeito nenhum. Ele adorou, até porque é tão espetacular e tão perfeito que não tem como alguém não gostar. Nossos assentos não eram no melhor lugar do teatro, ficamos na fileira do meio mais para trás, o que foi ótimo porque o espetáculo acontece em vários lugares do teatro e não apenas no palco, na minha opinião ficar um pouco mais longe facilita a visão de todo o espetáculo. Compramos o ticket no site da Disney e pagamos exatos 101,18usd cada (R$242,00). É caro? Sim, principalmente porque hoje em dia o dólar está muito alto, mas se puder dar uma apertada no orçamento e ir, garanto com 100% de certeza que não irão se arrepender.

Dinheiro – o dinheiro que se leva em uma viagem é basicamente usado para custos extras como alimentação (como se alimentação fosse extra, né), gasolina, compras, estacionamentos, entrada em alguma atração não comprada com antecedência e alguma emergência. No meu caso, eu levei quase que o dinheiro suficiente, mas caí na besteira de usar o cartão nos últimos dois dias por causa de fogo no rabo. O que isso gerou? A maior fatura de cartão de crédito da história da minha vida. Foi uma enorme besteira, principalmente porque usei para compras e não para alguma emergência. A dica que eu dou é estabelecer um valor para gastar no dia e se ater a ele. Se sobrar um pouco, ótimo, no próximo dia terá um pouquinho mais. Se precisar usar mais do que esperava, programe-se para gastar menos no dia seguinte. Esse planejamento ajuda a evitar dores de cabeça quando voltar à realidade da vida normal. Outra dica é pesquisar o que você quer comprar e levar a lista pronta, ou então vai fazer como eu sempre faço, não sabe o que comprar e acaba trazendo um monte de besteiras e se arrependendo de ter deixado uma coisa legal e barata para trás. Quanto a valor, acho que isso é bem relativo porque depende muito do estilo da pessoa. Eu e o Kalil não fazemos viagem gastronômica, por exemplo, então não costumamos gastar muito com alimentação (não é que vivemos a base de fast food o tempo todo, a gente apenas não senta em restaurante com serviço de garçom porque, caso você não saiba, nesse tipo de restaurante dos EUA, além do valor da conta você ainda tem que acrescer de 15 a 20% das chamas tips – gorjeta). Se não me engano, eu levei em média 2.500usd o que eu acho que é mais do que suficiente.

*na minha época o dólar era comprado usando apenas a cotação do dia + 0,38% de IOF, porém este último foi majorado para 1,1% no início desse ano. Antigamente, o cartão pré pago ainda era uma opção a ser estudada, porque pagava-se uma pequena taxa pela emissão + 0,38% de IOF no ato da recarga e fazia uso dele como se fosse um cartão de débito. Porém, desde 2014 o governo majorou esse imposto para 6,38% (mesmo do cartão de crédito), o que resultou no seu desuso e hoje em dia pouquíssimas pessoas o utilizam já que não acumula milhas e não tem nenhum benefício a não ser evitar sair do país com dinheiro vivo.

Compras – assim como em todo o país, Orlando é recheada de lojas, shoppings e outlets para a loucura dos brasileiros. Eu e o Kalil não somos os loucos das compras, então geralmente tiramos um dia para visitar esses lugares. Em 2014 o dólar estava num valor bom e deu para comprar várias coisas. Eu sinceramente achei que roupa não é uma coisa muito interessante de comprar por lá, não acho que segue nosso estilo, mas maquiagem, bolsas, tênis, mochilas e bugingangas era o paraíso. Para amantes da Kipling como eu, o Premium Outlet foi um sonho (e até hoje eu acho que deveria ter esbanjado por lá e aberto mão de outras besteiras). Tanto nos parques da Disney quanto na Universal, a saída de cada atração cai em uma lojinha com diversos itens. É realmente uma perdição e se você não se segurar até a mãe vai vender para conseguir levar tudo o que quer. A dica que eu dou é dar uma olhada nos Walmart da vida. São os melhores lugares para comprar suvenirs, pois são originais e por um preço muitooo mais atrativo.
Outras lojas:
- Target;
- Kmart;
- Best Buy (favorita dos brasileiros), vende eletrônicos com preços lindos de morrer;
- Victoria's Secret, que apesar de não ser minha favorita, é muito americana e dá aquela sensação gostosa de viagem quando a gente entra em uma;
- Macy's.

Viu, até o Chapéu Seletor é vendido no Walmart.

Seguro veículo – alugar um veículo e não adquirir seguro é quase que um atestado de loucura. Nós fizemos uma viagem de Miami para Orlando e, apesar de ser uma viagem relativamente curta e de ser em uma estrada muito bem pavimentada pode acontecer algum pequeno acidente que vai dar uma dor de cabeça sem fim, pois os custos serão em dólar! Jesus, não quero nem pensar. Então, não queiram economizar nessa hora de forma alguma. Nosso cartão de crédito incluía seguro de veículo caso o aluguel fosse pago por ele, mas a empresa sempre tem algum para oferecer e, nessa hora, deve-se estudar a melhor opção sempre pensando que o pior pode acontecer, mesmo que na maioria das vezes não acontece, ne?!

Seguro viagem – este item é imprescindível e muitas pessoas não dão importância porque é aquele tipo de gasto que só usufruímos, por assim dizer, se alguma coisa de ruim acontecer como machucar um pouco mais sério, passar mal e precisar de atendimento médico, ou até mesmo quebrar alguma coisa. Porém, seguros viagem geralmente (falo geralmente porque não sei se algum não cobre) tem cobertura a extravio de bagagem em voos internacionais também limitado a um valor específico dependendo do tipo de seguro adquirido. No meu caso e do Kalil, nós também não pagamos por esse tipo de seguro porque nosso cartão de crédito nos dá direito quando compramos a passagem aérea pelo cartão, mas, independentemente disso, todos devem adquirir para segurança e tranquilidade da viagem.

Além de todos os itens acima, o passaporte e o visto são necessários, mas como na minha época o passaporte tinha validade de 5 anos, não creio que valha a pena falar sobre isso, até porque os valores foram atualizados e o prazo está bem maior. Quanto ao visto, eu fiz sozinha com ajuda do Kalil e da Graça (mãe dele), não contratei nenhuma agência ou despachante. Preenchemos o formulário e fiz minha entrevista no Rio de Janeiro, a qual foi bem tranquila. Não vou falar muito sobre isso pois se trata de procedimentos mais burocráticos e merecem uma pesquisa mais cautelosa.

Os valores referentes a hotel e carro foram divididos igualmente entre eu e o Kalil, então pode-se dizer que uma viagem bem viajada como a minha (utilizando os preços da época) girou em torno de R$8.000,00 para cada (nem incluí o dia que passamos em Miami, porque foi o último dia da viagem e não fizemos nada além de ir pra Key West e passar o dia lá). Levando em conta que o dólar subiu e os valores dos tickets e do carro também subiram, conforme dei uma olhada bem superficial na internet, acho que essa viagem hoje sairia em média uns R$10.000,00 caso ela fosse feita nesses parâmetros que eu fiz. Se você decidir por um hotel dentro do complexo da Disney, pagará mais caro pela hospedagem, mas irá economizar no carro, já que esses hotéis contam com serviço de traslado tanto do/para aeroporto quanto para os parques da Disney. Tudo, logicamente, é relativo ao estilo de viagem de cada um.

Se eu fosse novamente (e irei, na GRAÇA DO SENHOR!!!!) mudaria uma coisinha ou outra, mas seria basicamente dessa forma. Talvez gastaria mais com passeios e menos com carro, por exemplo, mas posso dizer que da forma como fizemos ficou mais que sensacional pra nós.